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A violência contra a mulher é um atraso civilizatório
Foto: Reprodução

A violência contra a mulher tem criado um paradoxo no mundo entre o desenvolvimento tecnológico e a barbárie humana.

Por Maria Santana Souza - Se por um lado a humanidade conseguiu desenvolver meios revolucionários de comunicação, com algoritmos, inteligência artificial, grupos virtuais de interação social, produtos de alta qualidade, técnicas avançadas de produção de alimentos e outros avanços que marcaram o século XX e seguem no século XXI, por outros lado milhões de crianças morrem de fome e milhares de mulheres sofrem torturas e são mortas apenas por serem mulheres.

 

Estamos diante de um verdadeiro conflito humanitário, com domínio do atraso e da indignidade humana, incompatíveis com a sociedade tecnológica e com todos os valores da modernidade. Matar um ser humano pela sua condição de gênero é bárbaro, selvagem, desumano e indefensável.

 

Segundo o anuário da ONU Mulheres, 51 mil pessoas do gênero feminino foram mortas no mundo, em 2023, vítimas de seus parceiros e membros da família.

 

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Foram 140 mulheres mortas todos os dias. 85 mil meninas e mulheres foram assassinadas intencionalmente no planeta.

 

 

Um verdadeiro horror humanitário, totalmente injustificável, senão por uma conduta opressora e desumana, criada a partir de interesses econômicos em séculos de exploração de mão-de-obra feminina barata, geradora de lucro para uma minoria. O Brasil também acumula números vergonhosos de feminicídio e violência contra a mulher.

 

 

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 1.467 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2023. A mulheres negras foram as principais vítimas (66,9% dos casos registrados).Isso mostra que além da violência de gênero, existe a violência racista, o que somadas significa um duplo desafio de enfrentamento ao patriarcalismo.

 

 

Esses números mostram um Brasil diante de uma grave patologia social, expressa na mazela da violência de gênero, na agressão e no assassinato de mulheres.

 

 

Um problema que não será enfrentado apenas com a criação de leis rigorosas e políticas públicas de combate à violência. Até aqui a civilização vem perdendo feio para a barbárie. Os dados oficiais não escondem essa dramática realidade.

 

 

Pesquisa da Rede de Observatório de Segurança, publicada em 2025, indica que em 2024, no Brasil , foram mortas 13 mulheres por dia.

 

 

Em apenas 9 estados foram 531 vítimas. 70% dos feminicídios foram cometidos por companheiros e ex-companheiros.

 

 

OS NÚMEROS CHOCAM

 

O estado do Maranhão teve o maior aumento da violência contra mulheres (87,1%) e no Amazonas, 84,2% das vítimas de violência sexual tinham de 0 a 17 anos.

 

 

As políticas públicas não vêm sendo suficientes para criar uma nova realidade ou mesmo para diminuir, de forma expressiva, os índices de violência.

 

 

Houve uma singela diminuição dos casos de violência letal contra mulheres em 2024, em relação a 2023, cerca de 5,07%, motivada pela recriação do Ministério da Mulher e suas políticas.

 

 

Mesmo assim, foram 196 estupros por dia ou 71.882 estupros contra mulheres no ano passado.

 

 

O Brasil não irá reduzir esses índices alarmantes enquanto não tornar o respeito e a tolerância matrizes de uma nova educação, para criar cidadãos e cidadãs, novas gerações que entendam o papel social e a representação humana da mulher no mundo.

 

 

Uma doença social precisa ser enfrentada na base social e humana para ser curada e fazer da enfermidade uma lembrança daquilo que não deve ser feito.

 

Fotos: Reprodução

 

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Maria Santana Souza é Jornalista, sob o nº 001487/AM, diretora-presidente do Portal Mulher Amazônica e apresentadora do podcast Ela.


Fonte: Portal Mulher Amazônica

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