A decisão da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de suspender o internato de estudantes de Medicina nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) continua gerando forte repercussão entre acadêmicos, professores e representantes da área da saúde em Manacapuru.
Segundo os estudantes, a medida interrompe uma etapa essencial da formação médica e, além de comprometer o aprendizado, afeta diretamente a população que depende dos atendimentos realizados nas unidades de saúde. Os internos atuam de forma supervisionada, contribuindo para reforçar as equipes e ampliar a assistência oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A instituição de ensino afirma integrar o Programa Mais Médicos e possuir instrumentos jurídicos firmados com o município para a utilização dos campos de prática. Diante disso, a suspensão passou a ser questionada sob o ponto de vista jurídico, com alegações de possível incompatibilidade com princípios constitucionais e com os acordos existentes.
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De acordo com informações repassadas pelos acadêmicos, o caso já foi levado ao Ministério Público, que deverá analisar a legalidade da decisão e poderá solicitar esclarecimentos à Prefeitura de Manacapuru.
Outro fato que chamou a atenção dos estudantes foi que, um dia antes da suspensão, foi realizada a cerimônia do jaleco e do início do internato, com a presença da prefeita e do ex-prefeito, ocasião em que, segundo os acadêmicos, foi afirmado que toda a estrutura estava organizada para receber os novos internos. No dia seguinte, porém, veio a decisão que interrompeu as atividades, provocando indignação entre os alunos.
Os estudantes defendem que a retomada do internato beneficiaria não apenas a formação dos futuros médicos, mas principalmente a população, que deixaria de perder um importante reforço no atendimento das UBSs.
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Até o momento, a Prefeitura de Manacapuru e a Secretaria Municipal de Saúde poderão se manifestar sobre os questionamentos apresentados pelos acadêmicos e pelas instituições envolvidas.