Tragédia expõe falhas de segurança após suspeita de intoxicação química em piscina.
A academia onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após passar mal durante uma aula de natação, na Zona Leste de São Paulo, foi interditada neste domingo (8) pela Vigilância Sanitária por funcionar sem alvará. Além da vítima, o marido dela e um adolescente de 14 anos, que também participavam da atividade, seguem internados em estado grave.
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para intoxicação causada pela inalação de produtos químicos usados na limpeza da piscina. Durante a perícia, os agentes encontraram um balde com cerca de 20 litros de uma substância que foi apreendida para análise. Há suspeita de que o produto tenha sido colocado diretamente na água, provocando uma reação que contaminou o ar do ambiente.
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Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, os peritos precisaram acessar o local com equipamentos de proteção, como máscaras e cilindros de oxigênio, devido ao risco de exposição. Ao todo, cinco pessoas passaram mal: Juliana morreu, duas permanecem hospitalizadas e outras duas já receberam alta.
O caso ocorreu no sábado (7), quando Juliana e o marido relataram ter percebido cheiro e gosto incomuns na água da piscina e decidiram sair do local. Horas depois, o estado de saúde da professora piorou, culminando em parada cardíaca. Em nota, a academia afirmou que prestou socorro imediato e que está colaborando com as autoridades, enquanto a investigação busca esclarecer a responsabilidade e a forma como os produtos foram utilizados.
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