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Ação internacional acusa Meta de mentir sobre privacidade do WhatsApp e diz que mensagens não seriam tão seguras
Foto: Reprodução

Autores do processo acusam as empresas e seus executivos de fraudar os bilhões de usuários do aplicativo em todo o mundo. Big tech chama acusação de frívola

Um grupo internacional, com autores da Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul, entrou com uma ação judicial contra a Meta, alegando que a empresa de Mark Zuckerberg fez afirmações falsas sobre a privacidade e a segurança do serviço de mensagens WhatsApp.

 

A Meta transformou a chamada criptografia “de ponta a ponta” em um elemento central do conjunto de funcionalidades do WhatsApp, oferecendo um tipo de proteção que, em tese, significa que uma mensagem só pode ser acessada pelo remetente e pelo destinatário — e não pela empresa.

 

Nesse tipo de conversa criptografada, que segundo a companhia vem ativada por padrão, o próprio aplicativo do WhatsApp informa que “somente as pessoas nesta conversa podem ler, ouvir ou compartilhar” as mensagens.

 

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Na ação protocolada na última sexta-feira no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em São Francisco, o grupo de autores alega que as declarações da Meta sobre privacidade são falsas. Segundo o processo, a Meta e o WhatsApp “armazenam, analisam e podem acessar virtualmente todas as comunicações supostamente ‘privadas’ dos usuários do WhatsApp” — e acusa as empresas e seus executivos de fraudar os bilhões de usuários do aplicativo em todo o mundo.

 

Um porta-voz da Meta, que adquiriu o WhatsApp em 2014, classificou o processo como “frívolo” e afirmou que a empresa “buscará sanções contra os advogados dos autores”.

 

“Qualquer alegação de que as mensagens do WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”, disse o porta-voz Andy Stone em um e-mail. “O WhatsApp utiliza criptografia de ponta a ponta com o protocolo Signal há uma década. Este processo é uma obra de ficção frívola.”

 

O grupo afirma que a Meta armazena o conteúdo das comunicações dos usuários e que funcionários podem ter acesso a essas mensagens.

 

A queixa cita “denunciantes” como responsáveis por trazer essas informações à tona, embora não explique quem seriam essas pessoas.

 

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Os advogados dos autores pedem que o tribunal reconheça o caso como uma ação coletiva. Vários advogados listados no processo, dos escritórios Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan e Keller Postman, não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Outro advogado dos autores, Jay Barnett, do escritório Barnett Legal, recusou-se a comentar na noite de sábado. 

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