Acionistas afirmam que conselho ignorou alertas sobre falhas de segurança e compliance, o que teria levado a milhares de ações judiciais contra a Uber
O conselho de administração da Uber Technologies foi alvo de um processo movido por acionistas que acusam a gestão de negligência na condução de casos envolvendo assédio e agressões sexuais ligados à plataforma.
A ação foi apresentada em um tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, e afirma que diretores da empresa teriam ignorado alertas internos e externos sobre falhas de segurança e conformidade. Segundo os autores do processo, essa conduta teria contribuído para milhares de ações judiciais contra a companhia.
Os acionistas alegam que a Uber enfrenta mais de 3.500 processos relacionados a supostas condutas impróprias de motoristas, além de acusações de práticas enganosas de cobrança e cancelamento de corridas.
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O processo também menciona ações movidas por autoridades federais norte-americanas, que acusam a empresa de não atender adequadamente passageiros com deficiência, incluindo pessoas com cadeiras de rodas e animais de assistência.
Entre os réus citados está o presidente-executivo da companhia, Dara Khosrowshahi, que, segundo os acionistas, teria mantido práticas de gestão consideradas insuficientes na área de segurança e compliance.
A Uber ainda não se pronunciou sobre o caso. O processo busca responsabilizar diretores e exigir compensações financeiras à empresa por supostas violações de deveres fiduciários.
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A ação amplia a pressão sobre a companhia, que já enfrenta histórico de controvérsias relacionadas à segurança de passageiros e conduta de motoristas em diferentes países.