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Acordo Mercosul-UE é avanço para Brasil, Europa e o mundo, em era protecionista de Trump
Foto: Reprodução

Bandeiras da União Europeia diante da sede da Comissão Europeia, em Bruxelas

Uma nova janela para o comércio internacional se abre com aprovação agora de manhã do Acordo Mercosul-União Europeia pelo Conselho Europeu. É uma excelente notícia para o Brasil, o Mercosul, a Europa e o mundo. Este é um momento em que os Estados Unidos escolheram o caminho do mais grosseiro protecionismo. O acordo UE-Mercosul, o maior entre dois blocos comerciais, vai no sentido de estimular mais comércio internacional.

 

Perguntei ao negociador, qual é os próximos passos e a fonte respondeu: assinatura pela Ursula von der Leyen junto com os ministros do Mercosul, e depois ratificação pelo Parlamento Europeu. Ele explicou que não serão necessárias aprovações do acordo nos parlamentos nacionais europeus. O acordo entra em vigor assim que Parlamento Europeu e o congresso de país do Mercosul aprovarem. É país por país no bloco de cá.

 

Não é surpresa a reclamação da França. O país manteve a sua posição, historicamente contrária a qualquer abertura comercial na área do comércio de alimentos, mas a Itália foi o pêndulo para que se fechasse finalmente o acordo. O comércio entre Brasil e Europa tem a dimensão de US$ 100 bilhões, é relevante qualquer que seja a medida.

 

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A negociação durou mais de 25 anos, foi mantida por governos diferentes no Brasil. O governo Bolsonaro e o governo Lula, diversos em tudo, negociaram intensamente em favor do acordo.

 

Agora é preciso ficar alerta a um ponto. O fim da moratória da soja pode prejudicar as perspectivas abertas com esse acordo. A moratória da soja é um pacto ambiental fechado há vinte anos entre produtores e exportadores que vetou o comércio de soja plantada em área de desmatamento recente. Foi muito bem sucedido. Foi fundamental para que caísse fortemente o desmatamento provocado pela produção da soja e não impediu o aumento da produção. Só teve benefício, mas foi atacado agora pelo governo do Mato Grosso, que retirou incentivos fiscais para quem faz parte da moratória da soja, atendendo às pressões da Aprosoja, a mais retrógrada das associações de produtores. A Abiove, principal defensora do pacto, já anunciou sua saída

 

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Se a soja brasileira estiver ligada a desmatamento, o Brasil vai ferir a cláusula ambiental do acordo UE-Mercosul. Isso impediria que o Brasil aproveitasse bem as chances abertas pelo acordo. 

 

Fonte: O Globo

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