Durante 50 anos, Paulinho fez do apito sua missão e se transformou em um dos maiores símbolos da história do Peladão, deixando um legado inesquecível para o futebol amador do Amazonas.
O futebol amador do Amazonas está de luto. Morreu na noite desta terça-feira (28), aos 77 anos, o árbitro Paulo Jorge de Moraes Rodrigues, carinhosamente conhecido como Paulinho, um dos nomes mais marcantes da história do Peladão, considerado o maior campeonato de futebol amador do mundo.
Paulinho faleceu no Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, na zona Leste de Manaus, onde estava internado. Segundo informações, ele enfrentava problemas cardíacos e uma pneumonia, quadro que se agravou nos últimos dois meses e acabou levando ao seu falecimento.
Dono de uma trajetória que atravessou cinco décadas dentro dos gramados de barro do futebol amazonense, Paulinho escreveu seu nome na história da competição logo na primeira edição do Peladão. Em 1973, ele atuou como árbitro assistente na decisão entre Juventude Atlético Paroquial (JAP) e Penequinho, partida que marcou o início de uma das competições mais tradicionais do estado.
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Ao longo dos anos, conquistou o respeito de atletas, dirigentes e torcedores, sendo escalado diversas vezes para comandar finais do torneio. Mesmo com apenas 1,54 metro de altura e pouco mais de 40 quilos, Paulinho se tornou uma figura gigante dentro do esporte, reconhecido pela firmeza nas decisões, dedicação ao trabalho e pelo carinho com que tratava todos os envolvidos na competição.
Sua presença tornou-se uma marca registrada do Peladão, acompanhando gerações de jogadores e contribuindo para fortalecer o futebol amador no Amazonas. O árbitro era admirado não apenas pela experiência, mas também pela simplicidade, humildade e paixão pelo esporte.

Foto: Arquivo AC
Em 2023, após enfrentar problemas de saúde, Paulinho precisou encerrar a carreira de árbitro, colocando fim a uma jornada de aproximadamente 50 anos dedicados ao futebol. Mesmo afastado dos gramados, continuou sendo lembrado como uma das maiores referências da arbitragem no estado.
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Com sua partida, o esporte amazonense perde um de seus personagens mais emblemáticos, cuja história ficará eternizada na memória daqueles que viveram e acompanharam o Peladão ao longo das últimas décadas.