NOTÍCIAS
Internacional
Adolescente de 17 anos é indiciada por chacina em mesquita nos EUA; ela ajudou a transmitir o massacre ao vivo
Foto: Departamento de Polícia de Winston-Salem/Divulgação via REUTERS

Sarah Lindsey Santiago, de 17 anos, acusada do assassinato de três homens em uma mesquita em San Diego, aparece em uma foto policial divulgada pelo Departamento de Polícia de Winston-Salem em 31 de agosto de 2026.

Uma jovem de apenas 17 anos teve o nome cravado no centro de um dos crimes mais chocantes e frios dos Estados Unidos recentes. Identificada como Sarah Lindsey Santiago, moradora de Winston-Salem (Carolina do Norte), ela foi formalmente indiciada por três acusações de homicídio em primeiro grau e conspiração por ter participação direta na preparação e na divulgação da chacina que banhou de sangue uma mesquita em San Diego, na Califórnia, deixando três mortos em maio deste ano.

 

O caso chocou as autoridades não apenas pela brutalidade do ataque, mas pelo modus operandi: a internet e a radicalização de jovens em fóruns extremistas de supremacia branca.

 

O ataque ocorreu em 18 de maio no Islamic Center of San Diego. Os atiradores — identificados como Cain Clark (17 anos) e Caleb Vazquez (18 anos) — abriram fogo covardemente nas proximidades do centro islâmico, executando a tiros Amin Abdullah (51), Mansour Kaziha (78) e Nadir Awad (57). A atuação rápida das vítimas evitou que um número ainda maior de fiéis inocentes fosse massacrado. Os dois atiradores acabaram se matando durante a fuga para escapar da polícia.

 

Veja também 

 

ONU recomenda nova forma de representar os continentes nos mapas

 

Putin anuncia trégua em Kiev durante missão de enviados de Trump

 

Embora Sarah não estivesse fisicamente na cena do crime, a investigação provou que a participação dela foi tão criminosa quanto a dos executores. Conforme o promotor do condado de Forsyth, Jim O'Neill, a adolescente fez parte de um pacto macabro com a dupla:

 

Transmissão ao vivo: Ela ajudou a coordenar e registrar a live da chacina para público seleto;

 

Manifesto do ódio: Foi encarregada de publicar na rede o documento de dezenas de páginas intitulado The New Crusade (“A Nova Cruzada”), recheado de neonazismo, racismo e misoginia, inspirado no massacre de Christchurch (Nova Zelândia);

 

Presente macabro: Sarah comprou e enviou pelos Correios um distintivo da supremacia branca para um dos assassinos usar durante o ataque.

 

Para piorar a situação da acusada, a investigação revelou que o trio não mirava apenas a mesquita. Os extremistas já discutiam planos para atacar um templo judaico e uma escola de ensino médio frequentada majoritariamente por estudantes negros.

 

Graças à legislação rigorosa da Carolina do Norte, Sarah será julgada como adulta. O promotor explicou que a lei pune severamente quem planeja, fomenta ou auxilia na execução de um crime bárbaro, mesmo sem ter apertado o gatilho. Se for condenada por todas as acusações, a menor poderá pegar prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram

 

Enquanto a defesa tenta abafar o caso alegando a menoridade da ré, a polícia segue investigando para rastrear outros usuários da internet que assistiram e aplaudiram a transmissão ao vivo da carnificina.

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.