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Adolescente desiste de processo contra Meta por danos causados por redes sociais
Foto: Unsplash

A desistência ocorreu poucos dias antes do início do julgamento, previsto para 27 de julho, em Los Angeles

Um adolescente de 15 anos retirou a ação judicial movida contra a Meta, encerrando sem julgamento um dos principais processos nos Estados Unidos sobre os supostos impactos das redes sociais na saúde mental de menores de idade.

 

A desistência foi anunciada poucos dias antes do início do julgamento, previsto para 27 de julho.

 

Identificado apenas pelas iniciais R.K.C., o adolescente alegava que o uso compulsivo das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de ansiedade, depressão e pensamentos suicidas. Segundo os advogados, ele continua em tratamento.

 

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O caso havia sido escolhido como processo-piloto para orientar milhares de ações semelhantes contra empresas de tecnologia nos Estados Unidos.

 

Em nota, a defesa afirmou que o jovem decidiu encerrar o processo por entender que a ação já havia cumprido o objetivo de chamar atenção para os riscos das redes sociais à saúde mental de crianças e adolescentes.

 

"R.K.C. entrou com esta ação para responsabilizar as empresas de redes sociais e pressionar por mudanças que protejam jovens como ele. Ele conseguiu isso", declararam os advogados. Eles acrescentaram que o adolescente preferiu evitar um julgamento prolongado para focar na recuperação e na continuidade da terapia.

 

A Meta informou que o jovem desistiu da ação sem receber qualquer compensação financeira da empresa. Em comunicado, a companhia afirmou que as acusações eram infundadas e que continuará se defendendo em outros processos semelhantes.

 

Apesar do encerramento deste caso, a Meta ainda enfrenta milhares de ações judiciais nos Estados Unidos. As acusações sustentam que plataformas como Facebook e Instagram foram desenvolvidas para estimular o uso excessivo e causar prejuízos à saúde mental de crianças e adolescentes.

 

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Em março deste ano, um júri de Los Angeles condenou a Meta e o Google a indenizar uma jovem de 20 anos em US$ 6 milhões. Em outro processo, no estado do Novo México, a Meta foi condenada a pagar US$ 375 milhões após um júri concluir que a empresa enganou consumidores sobre os riscos que suas plataformas representam para menores de idade. 

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