Polícia aponta pai, madrasta e avó como suspeitos de submeter jovem de 16 anos a maus-tratos, privação de comida e isolamento por anos
A morte da adolescente Marta Isabelle, de 16 anos, encontrada sem vida em Porto Velho, em Rondônia, revelou um cenário de extrema violência e negligência dentro da própria casa onde morava com familiares. Novos detalhes divulgados pela Polícia Civil de Rondônia apontam que a jovem vivia em condições degradantes, sendo mantida em cárcere privado e submetida a tortura.
De acordo com as investigações, Marta Isabelle se alimentava de restos de comida destinados a animais, dormia no chão e chegou a ser amarrada à cama com fios para impedir que deixasse o quarto. Quando os policiais encontraram o corpo, a adolescente estava deitada em uma cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável.
O laudo inicial indicou que a jovem apresentava desnutrição severa, além de ferimentos pelo corpo com presença de larvas e marcas que indicam imobilização. Segundo a delegada responsável pelo caso, Leisaloma Carvalho, a vítima teria permanecido dias sem poder se mover, sendo privada de água e de qualquer tipo de higiene. As autoridades também classificaram o ambiente da residência como insalubre.
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Os principais suspeitos são o pai da adolescente, Callebe José da Silva, a madrasta, Ivanice Farias de Souza, e a avó paterna, Benedita Maria da Silva. A investigação aponta que a jovem estava confinada na casa havia cerca de dois meses antes de morrer.
Segundo a polícia, a madrasta tinha conhecimento da situação e participava das agressões. Entre os episódios relatados está o corte do cabelo da adolescente de forma muito curta, motivado por ciúmes. Também há indícios de que familiares tentaram queimar roupas dentro da casa para eliminar possíveis provas do crime.
As apurações revelaram ainda que o isolamento da adolescente começou há cerca de três anos, quando o pai a retirou da escola alegando que a transferiria para a Paraíba, afastando-a do convívio social e de qualquer contato externo.
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Diante das evidências reunidas, a Polícia Civil informou que o pai e a madrasta deverão ser indiciados por feminicídio, tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes e responsabilidades no caso.
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