Candidatos da oposição classificam medida como eleitoreira e questionam impacto do aumento nas contas públicas
O reajuste de 15,04% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) provocou críticas de adversários na disputa presidencial. A medida, divulgada 17 dias antes do primeiro turno, elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o reajuste seria “ilegal” e “proibido” durante o período eleitoral. Ele questionou o fato de o governo ter anunciado a mudança no fim do mandato e disse que a medida teria finalidade eleitoral. As declarações foram feitas durante um comício na Bahia.
Outro candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), também criticou o anúncio e afirmou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para tentar suspender o reajuste. Ele classificou a medida como “populista e criminosa” e acusou o governo de buscar benefícios eleitorais com o aumento.
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O governo, por outro lado, afirma que o reajuste corresponde à reposição da inflação acumulada desde 2023. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, informou que o aumento terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, com recursos previstos dentro do espaço fiscal.
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O anúncio também reacendeu o debate sobre regras eleitorais e programas sociais. Especialistas ouvidos pela imprensa divergem sobre os efeitos políticos e fiscais da medida, enquanto o governo sustenta que reajustes de um programa já existente são permitidos pelas regras. O novo valor médio do benefício deverá passar de R$ 675 para R$ 777.