Ré afirma temer pela própria vida e admite erro após episódio em bar de Ipanema
A advogada argentina Agostina Páez começa a ser julgada nesta terça-feira por acusações de injúria racial no Rio de Janeiro. O caso ganhou repercussão após ela ser flagrada fazendo gestos racistas em direção a funcionários de um bar em Ipanema.
Aos 29 anos, Páez responde ao processo em prisão domiciliar e afirma viver sob constantes ameaças. Em entrevista à imprensa argentina, declarou temer as consequências de uma eventual condenação, que pode chegar a até 15 anos de prisão.
A primeira audiência ocorre no Tribunal Criminal nº 37, sob condução do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte. Na sessão, acusação e defesa devem apresentar suas considerações iniciais.
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Segundo a investigação, o episódio aconteceu no dia 14 de janeiro, após uma discussão entre a advogada e funcionários do estabelecimento por conta de uma cobrança. Durante o desentendimento, ela teria feito gestos imitando um macaco, atitude registrada em vídeo e que motivou a denúncia.
Inicialmente, a defesa negava a prática do ato, mas a estratégia foi alterada após a advogada Carla Junqueira assumir o caso. A nova linha de defesa reconhece o erro e busca alternativas legais para que a ré possa responder ao processo fora do Brasil.
Em declaração recente, Páez admitiu a gravidade da conduta e pediu desculpas públicas às pessoas ofendidas. Ela afirmou estar arrependida e relatou que os últimos meses têm sido marcados por medo, isolamento e dificuldades emocionais.
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O caso segue em análise pela Justiça brasileira e deve ter novos desdobramentos a partir das próximas audiências.