Saída da defesa acontece enquanto Paulo Henrique Costa negocia possível delação premiada com a PF e a PGR.
O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19) que deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília, investigado no esquema envolvendo o Banco Master.
A decisão ocorre em meio às negociações de Costa para firmar um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. O ex-dirigente está preso no Complexo da Papuda, em Brasília.
Em comunicado divulgado à imprensa, Aragão afirmou que participa apenas de iniciativas jurídicas conduzidas com “seriedade, confiança profissional e responsabilidade”, mas não detalhou os motivos específicos que levaram ao rompimento da defesa.
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O advogado também declarou que uma eventual delação premiada só faria sentido diante de provas consideradas “consistentes e inequívocas”, sempre respeitando a legalidade e as instituições.
Paulo Henrique Costa foi preso no dia 16 de abril durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master e uma tentativa de aquisição da instituição pelo BRB.
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Segundo as investigações, Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, valor que teria sido pago por meio de imóveis. O ex-presidente do BRB nega todas as acusações.