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Advogado denuncia policiais militares acusados de prisão arbitrária, torturas e humilhações de dois jovens no município de Coari, interior do Amazonas. VEJA VÍDEO
Foto: Divulgação

Os dois jovens denunciam que tiveram cassetetes introduzidos em seus ânus, cabeças raspadas e foram obrigados a beber o mijo um do outro

O advogado Raione Cabral Queiroz, gravou um vídeo denunciando policiais militares, acusados de prisão arbitrária e tortura de dois jovens no município de Coari, distante 363 quilômetros de Manaus.


No vídeo os dois jovens, sentados em uma cadeira, confirmam que foram torturados, tiveram os cabelos queimados e raspados pelos policiais militares.


Um deles afirma que os policiais introduziram cassetete, bastante grosso em seu ânus e uma das maiores humilhações, entre as demais, foi quando obrigaram os jovens a mijar um no rosto do outro e também beberem as urinas.

 

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Depois da denuncia gravada pelos dois jovens o advogado Raione Cabral fala que esses casos de prisões arbitrárias, torturas e humilhações, vêm acontecendo de forma reiterada em Coari e que neste caso específico, as vítimas nem mesmo foram apresentadas na Delegacia de Polícia.

 

Advogado Raione Cabral faz a denúncia e espera que

os policiais sejam presos em flagrante e tenham as

prisões preventivas decretadas pela Justiça  

 

“Tenho o maior respeito pela Polícia Militar. Mas a Polícia Militar não se confunde com criminosos que usam a farda da Polícia Militar para cometer crimes. Crimes contra estes jovens que foram presos ontem. Foram torturados, foram humilhados”. Afirma o advogado.


Raione Cabral confirma que foram colocados cassetetes no ânus dos dois jovens, cortaram o cabelo dos jovens, atearam fogo no cabelo dos jovens e que foram ameaçados a todo instante de morte.


“Não se pode aceitar. Os policiais enfiaram os cassetes no ânus, na bunda destas pessoas. Mandaram mijar um na cara do outro. Mandar um tomar mijo do outro. Pior de tudo é que estes jovens não cometeram crime algum”, denuncia Raione Cabral no vídeo divulgado nas redes sociais.

 

Os dois jovens denuncia que tiveram cassetetes introduzidos no ânus,

as cabeças raspadas e tiveram que mijar um na cara do outro e

obrigados a beber as urinas durante a tortura que sofreram

após serem presos arbitrariamente (Fotos: Divulgação)

 

O advogado encerra a denúncia e o vídeo, afirmando que estava apresentando os dois rapazes na Delegacia de Polícia de Coari, para que as autoridades policiais possam tomar providências, para que os jovens sejam encaminhados ao hospital para fazer exames de corpo de delito.


O advogado vai requerer que as autoridades peçam a prisão preventiva desses “policiais criminosos”. Raione Cabral reiterou afirmando que tem o maior respeito pela Polícia Militar, mas não se pode aceitar que criminosos usem a farda da corporação, para prender e torturar inocentes, achando que Coari é uma terra sem lei.


Os dois jovens que denunciaram prisão e tortura pelos policiais militares, não tiveram os nomes divulgados e foram encaminhados para exames de corpo de delito nesta quarta-feira.

 

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