Investigado por diversos casos de violência contra mulheres, ex-policial militar foi capturado no Paraná após fugir do Distrito Federal.
O advogado Cláudio Dias Lourenço foi preso na terça-feira (7), em Foz do Iguaçu (PR), após ser acusado de cometer um novo crime de violência sexual. A prisão ocorreu durante uma ação conjunta das polícias civis do Distrito Federal e do Paraná, que também cumpriram um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do DF.
Segundo as investigações, o suspeito deixou Brasília após tomar conhecimento da ordem judicial e seguiu para a região de fronteira com o Paraguai. No entanto, já no Paraná, ele voltou a ser denunciado por um novo caso de estupro, sendo preso em flagrante e tendo a prisão preventiva decretada pela Justiça local.
De acordo com a Polícia Civil, Cláudio Dias Lourenço é investigado por ao menos nove estupros registrados ao longo de cerca de duas décadas. Além disso, possui duas condenações relacionadas a crimes sexuais e um extenso histórico policial, que inclui diversos inquéritos e registros de outras infrações.
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As investigações apontam que o advogado costumava abordar mulheres jovens em locais públicos, conquistando a confiança das vítimas antes de convencê-las a acompanhá-lo. Em um dos casos investigados no Distrito Federal, ele teria levado duas mulheres a um motel sob um falso pretexto, onde uma delas foi abusada sexualmente após ingerir bebida alcoólica.
O histórico criminal do investigado remonta ao período em que ainda integrava a Polícia Militar do Distrito Federal, da qual acabou sendo expulso. A primeira denúncia de estupro contra ele foi registrada em 2001. Nos anos seguintes, outras mulheres denunciaram crimes semelhantes, incluindo casos de violência sexual, ameaças com armas e roubos.
Mesmo após deixar a carreira militar e obter registro como advogado, Cláudio continuou sendo alvo de investigações. Além das acusações de estupro, ele também respondeu a procedimentos por crimes como furto, falsidade ideológica, estelionato e, mais recentemente, por violência doméstica, perseguição e cárcere privado.
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O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a possível existência de outras vítimas e a extensão da atuação criminosa do suspeito.