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Advogado envolvido em caso de agressão em delegacia tem histórico com denúncias de crimes graves
Foto: Divulgação

Após repercussão de episódio em delegacia no DF, vieram à tona investigações e processos antigos envolvendo o profissional

O caso envolvendo o advogado Cláudio Dias Lourenço, que denunciou ter sido agredido dentro da 26ª Delegacia de Polícia de Samambaia Norte, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de seu histórico judicial. A repercussão do episódio levou à análise de registros policiais que apontam uma longa lista de investigações e processos contra o profissional.

 

De acordo com informações levantadas, o advogado possui ao menos 14 inquéritos policiais registrados, nove Termos Circunstanciados e duas condenações judiciais ao longo de sua trajetória. Entre os crimes investigados estão acusações de estupro, ameaça, estelionato, furto e falsidade ideológica.

 

As primeiras denúncias contra Cláudio Dias remontam ao início dos anos 2000, quando ele ainda atuava como soldado da Polícia Militar do Distrito Federal. Em 2001, uma mulher procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I relatando que havia sido abordada em um ponto de ônibus por um homem armado, forçada a entrar em um veículo e levada para uma área isolada, onde teria sido vítima de violência sexual.

 

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No ano seguinte, em 2002, outras denúncias semelhantes foram registradas. Entre os relatos, vítimas afirmaram ter sido abordadas em regiões da Asa Norte, nas proximidades do Brasília Shopping e do Lago Paranoá, sendo ameaçadas com arma de fogo e levadas para locais isolados onde ocorreriam os abusos.

 

As investigações da época apontaram que, somente em 2002, ao menos quatro casos de estupro foram atribuídos ao então policial. Os relatos incluíam ameaças, violência física e intimidação psicológica. As ocorrências foram conduzidas pela Delegacia da Mulher e encaminhadas para exames periciais no Instituto Médico Legal.

 

Posteriormente, novas denúncias surgiram. Em 2005, registros policiais indicaram outros casos de violência sexual em áreas isoladas da capital federal, como regiões próximas à L4 Norte e ao Setor de Mansões Park Way. Em alguns episódios, as vítimas afirmaram ter reconhecido o suspeito por fotografia na delegacia.

 

Após esse período, o histórico criminal passou a incluir outros tipos de investigação. Em 2009, houve um inquérito por furto. Em 2017, foi registrado um caso de falsidade ideológica relacionado à suposta inserção de informação falsa em documento.

 

Já em 2020, um novo caso de estupro foi investigado pela 4ª Delegacia de Polícia do Guará. A apuração incluiu reconhecimento do suspeito, análise de imagens de câmeras de segurança e exames periciais. Esse procedimento resultou em uma das condenações atribuídas ao advogado.

 

Registros mais recentes também apontam outros episódios. Em 2022, houve uma ocorrência por ameaça. Em 2025, uma investigação registrada na 32ª Delegacia de Polícia de Samambaia Sul mencionou possível violência psicológica e perseguição no contexto da Lei Maria da Penha.

 

Segundo o boletim, a vítima relatou ligações insistentes, ameaças de exposição de conteúdo íntimo e restrição de saída da residência do investigado. A situação teria sido encerrada após acionamento da Polícia Militar do Distrito Federal.

 

CASO RECENTE NA DELEGACIA

 

O episódio que reacendeu a discussão ocorreu na noite de segunda-feira (2), quando Cláudio Dias estava na delegacia acompanhando um cliente detido. Durante a contenção do preso, policiais utilizaram gás de pimenta, e o advogado acabou sendo atingido indiretamente.

 

Segundo relatos, ele permaneceu no local alegando estar exercendo sua atividade profissional. Diante da situação e da presença de outros detidos considerados perigosos, os policiais decidiram detê-lo e algemá-lo. Um Termo Circunstanciado foi registrado contra ele.

 

POSICIONAMENTOS

 

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal informou que acompanha o episódio ocorrido na delegacia e que atuou para garantir as prerrogativas profissionais do advogado, além de comunicar as autoridades competentes para apuração de possível abuso de autoridade.

 

Sobre as denúncias antigas envolvendo o profissional, a entidade afirmou que, no momento de sua inscrição na OAB, foram apresentadas certidões negativas. A instituição também declarou que seus órgãos internos poderão analisar as informações divulgadas, assegurando contraditório e ampla defesa.

 

A defesa de Cláudio Dias afirmou, em nota, que não existe decisão judicial ou administrativa que tenha suspendido ou cassado a inscrição do advogado. Segundo os advogados, ele permanece no exercício regular da profissão e mantém a presunção de inocência.

 

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Os defensores também sustentam que eventuais registros policiais antigos não justificam a suposta agressão sofrida dentro da delegacia e afirmam que o caso deve ser investigado para apurar a conduta dos agentes envolvidos. 

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