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Advogado sequestrado pelo PCC pediu ajuda a cliente durante ''tribunal do crime'', mas foi ignorado
Foto: Reprodução

Rafaell Roque ligou para José Carvalho, o Boqueta, que foi ao cativeiro, mas se recusou a interceder. Cliente morreu dias depois após confronto com a PM, durante o cumprimento de mandados da Operação Patrocínio Fiel

Um advogado sequestrado por integrantes do PCC teria conseguido entrar em contato com um cliente durante o período em que esteve sob domínio da facção criminosa, mas o pedido de socorro não foi atendido. O caso ocorreu no litoral de São Paulo e é investigado pela Polícia Civil.

 

Segundo as investigações, o advogado teria sido levado para um local usado pela organização criminosa para uma espécie de “tribunal do crime”, onde foi submetido a questionamentos e ameaças. Durante o cativeiro, ele conseguiu fazer contato com um cliente e pediu ajuda, mas a solicitação acabou sendo ignorada.

 

A vítima teria sido sequestrada depois de se envolver em uma situação que despertou a desconfiança de integrantes da facção. Os criminosos suspeitavam que o advogado estivesse relacionado a uma dívida ou a informações que poderiam prejudicar membros do grupo.

 

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As investigações apontam que o advogado permaneceu sob poder dos criminosos até conseguir escapar ou ser localizado pelas autoridades. A Polícia Civil passou a apurar quem participou do sequestro e quais foram as circunstâncias que levaram ao chamado “tribunal do crime”.

 

Rafaell Câmara Roque, de 36 anos, contou ter sido sequestrado e levado para uma comunidade, onde participou de um tribunal do crime do PCC — Foto: Arquivo pessoal e Ministério Público

José Armerindo Santos de Carvalho morreu durante um confronto com policiais militares em São Vicente — Foto: Arquivo Pessoal e Reprodução/Redes sociais

Fotos: Arquivo Pessoal e Reprodução/Redes sociais

 

O caso também chama atenção para a forma como o PCC utiliza julgamentos clandestinos para impor regras e punições em áreas sob sua influência. Pessoas acusadas de desobedecer às determinações da facção podem ser submetidas a interrogatórios e ameaças antes de receber uma decisão dos criminosos.

 

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A polícia busca identificar todos os envolvidos no sequestro e esclarecer por que o cliente que recebeu o pedido de socorro não acionou as autoridades. 

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