Defesa da médica protocolou pedido de afastamento do delegado na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus
Mais uma grande surpresa e reviravolta do caso “Benício”, aconteceu na última terça-feira, 24, e atinge diretamente o delegado Marcelo Martins.
Os protagonistas são os advogados da médica Juliana Brasil, que protocolaram junto à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus, um pedido de afastamento do titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Martins conduz o caso que investiga a morte do menino, no dia 23 de novembro de 2025 na Clínica Santa Júlia, e agora a defesa da médica acusada no inquérito em andamento, declara o delegado suspeito.
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Irregularidades no curso da investigação e divulgação em massa à imprensa, de informações sigilosas, constam no pedido de afastamento, com ofício encaminhado, inclusive, à Corregedoria da Polícia Civil.

A defesa também nega qualquer envolvimento da médica
na manipulação de imagens do vídeo apreendido
pelo delegado
A defesa alega que tais procedimentos prejudicam a imagem da médica diante da opinião pública, como por exemplo, um trecho extraído do relatório do celular da médica, foram divulgados na última segunda-feira.
Nesse dia quem se apresentou no 24º DIP para prestar depoimento, foi Giovana Brasil, que é irmã da médica investigada e logo em seguida, o material extraído do celular, já estava sendo divulgado pelo delegado Marcelo Martins.
A exposição de detalhes que deveriam estar sob sigilo, no que entendem os advogados, levanta suspeita e se faz necessário o imediato afastamento da autoridade policial, para garantir a total imparcialidade no caso.
O que a defesa da médica Juliana Brasil, que impedir que aconteça, é que ocorra um julgamento público antecipado e condenatório, diante do vazamento de informações, consideradas distorcidas no curso do inquérito policial.

Médica Juliana e a irmã Giovana, que
compareceu na terça-feira para depor no
24º DIP sobre o vídeo apreendido
(Fotos: Divulgação)
Os advogados também contestam qualquer participação da médica, quanto ao vídeo apreendido, que o delegado afirma existirem indícios que foi manipulado, para apontar falhas no sistema da Clínica Santa Júlia, na tentativa de justificar a prescrição errada que causou a morte do paciente.
Até o início da manhã desta quarta-feira, 25, o delegado Marcelo Martins, ainda não havia se posicionado sobre o pedido de seu afastamento do caso “Benício”.
Os advogados da médica Juliana Brasil, também aguardam uma decisão judicial, se o delegado Marcelo Martins, será afastado ou continua à frente da investigação que completou quatro meses no último dia 23 de março de 2026.