Família cobra posicionamento da emissora e questiona critérios de avaliação psicológica adotados no BBB 26.
A defesa de Pedro Henrique Espindola, ex-participante do BBB 26, atribui à TV Globo falhas na condução do caso de importunação sexual exibido em rede nacional e afirma que a família aguarda um posicionamento oficial da emissora sobre as providências adotadas diante do ocorrido.
Em entrevista ao Metrópoles, os advogados informaram que Pedro está em tratamento psiquiátrico desde 2017 e sustentam que ele não deveria ter sido selecionado para o reality show caso a produção tivesse aplicado critérios mais rigorosos na avaliação psicológica dos participantes.
Segundo a defesa, após a exibição de comportamentos do jovem, de 22 anos, a família chegou a solicitar formalmente à emissora que ele fosse retirado do programa. O pedido, no entanto, não teria sido atendido.
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“A resposta da Globo foi que Pedro havia sido atendido por uma psicóloga e que passaria por novo atendimento na semana seguinte”, relataram os advogados.
A equipe jurídica esclarece que, até o momento, não há intenção imediata de acionar judicialmente a emissora. Os advogados afirmam aguardar uma manifestação formal para compreender melhor as cláusulas do contrato, que prevê multa de até R$ 1,5 milhão.
“A Globo precisa amparar esse rapaz. Existe uma cláusula contratual que prevê responsabilidade da emissora pela saúde do participante, mas ele está sendo tratado como expulso e julgado pelo tribunal da internet”, afirmam.
Caso não haja resposta dentro do prazo esperado, a defesa não descarta medidas judiciais, que podem envolver decisões da produção do programa e episódios ocorridos dentro da casa. Entre eles, a acusação feita pela atriz Solange Couto, que teria atribuído a Pedro o furto de cigarros.
SAÍDA DO PROGRAMA APÓS DENÚNCIA
Sobre o episódio de importunação sexual envolvendo a participante Jordana, ocorrido no último domingo (18), a defesa afirma que não pretende minimizar a gravidade dos fatos.
Os advogados informam que o inquérito da Polícia Civil do Rio de Janeiro já foi instaurado e que há uma ação judicial em andamento para que Pedro seja ouvido nos próximos dias em Piraquara (PR), onde ele está internado desde quarta-feira (21).
“Nós não queremos minimizar o que o Pedro fez. Mas, se a Globo tivesse adotado uma postura responsável e apresentado o laudo do psiquiatra da própria emissora, a situação não teria tomado a proporção que tomou”, afirmam.
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A defesa também comparou o caso com episódios anteriores do programa. “Olha o MC Guimê ou o médico Marcos Harter. Eles foram expulsos, e a Globo não fez metade do que fez contra o Pedro. E nem expulso ele foi: ele decidiu sair do programa. As imagens exibidas não são suficientes para determinar exatamente o que aconteceu. A Jordana, por exemplo, precisa ser ouvida”, acrescentam.