Servidor foi autuado em flagrante por injúria racial após abordar vítimas armadas e questionar orientação sexual em público.
Um agente administrativo da Polícia Federal, identificado como Diego de Abreu Souza Borges, foi preso após ameaçar dois amigos com uma arma de fogo em Samambaia, no Distrito Federal, na noite da última sexta-feira (13). O caso foi registrado por câmeras de segurança e envolve ofensas de cunho homofóbico.
De acordo com as informações, as vítimas são colegas de trabalho que estavam em uma barraca de espetos localizada em um posto de combustíveis. Um deles aguardava o pedido para consumir no local, enquanto o outro havia solicitado comida para viagem, que levaria para casa onde o aguardava a esposa.
Enquanto esperavam o pedido, o agente, que estaria consumindo bebida alcoólica, se aproximou da mesa e passou a questionar os dois sobre serem um casal homossexual. Mesmo após receber a negativa, ele continuou insistindo no assunto. Segundo relato de uma das vítimas, ao tentar encerrar a situação de forma descontraída, ele afirmou que o colega seria seu “filho”, mas a provocação continuou.
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Em determinado momento, o agente teria perguntado como seria “ter um filho gay”. Logo depois, quando uma funcionária se aproximou para cobrar o pedido, ele sacou uma pistola e apontou na direção de uma das vítimas, ordenando que se deitasse no chão e colocasse as mãos na cabeça.
A vítima relatou que começou a gritar por ajuda e pedir que chamassem a polícia, momento em que o agente afirmou: “Pode chamar, eu sou a polícia”, enquanto mantinha a arma apontada e proferia xingamentos.
A Polícia Militar do Distrito Federal foi acionada e encontrou com o servidor uma pistola calibre 9 mm, municiada com 13 munições intactas. Embora ele possuísse porte de arma válido, a conduta motivou a intervenção dos policiais. O agente alegou ter apenas sacado a arma, sem apontá-la diretamente para as vítimas.
O caso foi registrado na 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia. As vítimas formalizaram denúncia por injúria e ameaça. O agente foi autuado em flagrante por injúria racial, e a arma foi apreendida.
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Após audiência de custódia realizada no domingo (15), ele foi liberado, mas teve a posse da arma suspensa por decisão judicial.