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Agonorexia acende alerta sobre uso sem controle das canetas para emagrecer
Foto: Divulgação

Especialistas observam redução extrema do apetite em usuários de medicamentos de GLP-1 sem indicação médica.

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras medicamentos criados para tratar diabetes tipo 2 e obesidade impulsionou um fenômeno estético que preocupa profissionais de saúde. O uso crescente dessas substâncias por pessoas sem indicação clínica tem levado médicos a observar um efeito preocupante: a chamada agonorexia.

 

O termo, ainda informal, é usado para descrever situações em que a ação farmacológica reduz o apetite de forma tão intensa que a alimentação passa a ser negligenciada. Apesar da semelhança no nome, a agonorexia não é um diagnóstico oficial e não deve ser confundida com anorexia nervosa, que é um transtorno psiquiátrico.

 

QUANDO A FALTA DE FOME VIRA RISCO

 

Na prática, a agonorexia aparece quando a pessoa passa a pular refeições com frequência, evita comer ou sente repulsa diante da comida. Com o tempo, a redução drástica da ingestão alimentar pode provocar consequências importantes, como:

 

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perda acelerada de massa muscular

 

deficiência de nutrientes essenciais

 

fraqueza e queda de imunidade

 

alterações metabólicas

 

A perda rápida de peso, nesse contexto, nem sempre representa saúde. Sem energia e nutrientes suficientes, o organismo passa a consumir reservas musculares, comprometendo força, disposição e equilíbrio do metabolismo.

 

Além dos efeitos físicos, especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode reforçar padrões alimentares restritivos.

 

COMO AGEM OS MEDICAMENTOS

 

Os agonistas de GLP-1 atuam diretamente em regiões cerebrais responsáveis pela fome e pela saciedade, reduzindo a ingestão calórica. Eles também retardam o esvaziamento do estômago, prolongando a sensação de estômago cheio.

 

Segundo especialistas, o efeito pode ir além da fome física. Ao influenciar o sistema de recompensa do cérebro, os remédios podem diminuir impulsos ligados à compulsão alimentar, ao consumo de álcool e até ao tabagismo. Em pacientes com indicação médica adequada, esse mecanismo ajuda a reorganizar padrões alimentares.

 

O problema surge quando o efeito é exagerado ou quando o uso acontece sem supervisão profissional.

 

USO FORA DA INDICAÇÃO AUMENTA RISCOS

 

A procura por esses medicamentos cresceu impulsionada por relatos nas redes sociais e pela busca por emagrecimento rápido. No entanto, os remédios foram desenvolvidos para tratar condições específicas e exigem acompanhamento médico.

 

Sem monitoramento, sinais de desnutrição ou mudanças no comportamento alimentar podem passar despercebidos. Nesse cenário, a agonorexia surge como um alerta para os riscos do uso indiscriminado das canetas emagrecedoras. 

 

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