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Agricultura regenerativa reduz pragas da soja e mantém alta produtividade, aponta pesquisa
Foto: Divulgação

Estudo em Goiás indica que manejo biológico fortalece o solo, diminui uso de químicos e preserva rentabilidade

Um estudo realizado em 19 áreas comerciais de soja no sudoeste de Goiás revelou que a agricultura regenerativa pode ser tão eficiente quanto o manejo convencional no controle de pragas com a vantagem de reduzir significativamente a dependência de defensivos químicos. A pesquisa integra o projeto Regenera Cerrado e foi publicada na plataforma ScienceDirect.

 

Os resultados indicam que o modelo regenerativo não é apenas uma alternativa ambientalmente sustentável, mas também uma estratégia economicamente viável para produtores rurais.

 

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INIMIGOS NATURAIS COMO ALIADOS

 

O principal diferencial observado foi o aumento da população de inimigos naturais nas lavouras manejadas sob práticas regenerativas. Com o uso prioritário de bioinsumos e menor aplicação de inseticidas de amplo espectro, insetos benéficos como as tesourinhas (ordem Dermaptera) passaram a atuar de forma mais intensa no controle de lagartas e tripes.

 

Esses predadores funcionam como uma “segunda linha de defesa” biológica, reduzindo surtos de pragas e diminuindo a necessidade de aplicações químicas frequentes.

 

SOLO PROTEGIDO E ECOSSISTEMA EQUILIBRADO

 

Segundo os pesquisadores, a eficácia do sistema não depende apenas da substituição de produtos, mas da gestão integrada do ambiente agrícola.

 

Dois pilares foram destacados:

 

Manutenção da palhada, que protege osolo contra exposição excessiva;

 

Criação de um microclima equilibrado, com melhor controle de temperatura e umidade.

 

Esse ambiente favorece o ciclo de vida de organismos benéficos e fortalece a chamada “resiliência natural” da lavoura algo que não ocorre em solos constantemente expostos.

 

COMPARATIVO ENTRE OS MODELOS

Critério Manejo Convencional Manejo Regenerativo


Controle de pragas Inseticidas de amplo espectro Bioinsumos e predadores naturais


Solo Períodos de exposição Cobertura permanente com palhada


Resiliência Alta dependência química Equilíbrio biológico mais estável


Produtividade Alta Alta, com menor custo químico

 

POTENCIAL DE EXPANSÃO

 

Os resultados obtidos em Goiás reforçam que o modelo pode ser aplicado em larga escala, inclusive em grandes áreas de soja e milho. De acordo com os pesquisadores, a agricultura regenerativa reúne três fatores estratégicos para o agronegócio moderno:

 

Sustentabilidade ambiental

 

Rentabilidade ao produtor

 

Maior resistência a crises climáticas e pragas resistentes

 

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Ao demonstrar que é possível produzir em grande volume com menor impacto ambiental e menor dependência de insumos químicos, o projeto Regenera Cerrado coloca o Brasil em posição de destaque na inovação agrícola, sinalizando que produtividade e preservação podem caminhar lado a lado. 

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