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Água congelada é encontrada ao redor de estrela fora do Sistema Solar
Foto: Reprodução

Descoberta ajuda a entender como planetas se formam e de onde pode vir a água em sistemas parecidos com o nosso

Uma equipe de astrônomos encontrou água congelada em um disco de detritos — uma faixa de poeira e fragmentos ao redor de estrelas — em um sistema planetário ainda em formação localizado a cerca de 160 anos-luz da Terra. A descoberta foi feita com a ajuda do telescópio espacial James Webb e publicada em 14 de maio na revista Nature.

 

A estrela HD 181327 tem aproximadamente 18 milhões de anos, sendo considerada muito jovem em termos astronômicos. Ela é um pouco maior e mais quente que o Sol e é orbitada por um disco com poeira, rochas e gelo, resultado de colisões entre objetos menores, como cometas.

 

Essa é a primeira vez que cientistas conseguem detectar claramente a presença de água congelada em um disco desse tipo fora do Sistema Solar.

 

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O QUE É O TELESCÓPIO ESPACIAL JAMES WEBB?

 

O JWTS ou Webb é a ferramenta mais atualizada que temos em relação à observação do espaço.

 

Ele é um telescópio espacial projetado pela Nasa em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA) com o intuito de substituir o Telescópio Espacial Hubble.

 

O telescópio está localizado a mais de 1 milhão de quilômetros da órbita da Terra.

 

Ele foi criado para ajudar a responder perguntas sobre a origem do universo, a existência de planetas habitáveis, a formação de galáxias e estrelas, a presença de buracos negros e a evolução de sistemas planetários, além de investigar em detalhes os exoplanetas.
Um anel de gelo e poeira no espaço

 

Os pesquisadores usaram um instrumento sensível do telescópio, o Espectrógrafo de Infravermelho Próximo (NIRSpec), para captar o sinal da água.

 

Eles encontraram um padrão específico no espectro de luz que é típico de gelo cristalino, o mesmo tipo que existe nos anéis de Saturno e em regiões distantes do nosso Sistema Solar, como o Cinturão de Kuiper.

 

Os sinais foram observados a cerca de 90 unidades astronômicas da estrela (ou seja, 90 vezes a distância entre a Terra e o Sol). Os cientistas acreditam que o gelo está em partículas maiores que um milímetro, provavelmente geradas por colisões frequentes entre objetos congelados.

 

A análise também apontou a presença de outros materiais, como sulfeto de ferro e olivina — compostos já conhecidos em meteoritos, cometas e asteroides do nosso sistema.

 

O QUE ISSO PODE NOS ENSINAR SOBRE OUTROS PLANETAS?

 

A descoberta é importante porque reforça a ideia de que elementos essenciais para a formação de planetas e até mesmo da vida podem estar presentes em outros sistemas. A água, em especial, é vista como um ingrediente-chave nesse processo.

 

O disco de detritos ao redor de HD 181327 foi descrito como “dinâmico”, com partículas sendo constantemente criadas e destruídas. Estima-se que cerca de 14% da massa da região externa do disco seja composta de gelo e água.

 

 

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Por se tratar de um sistema ainda jovem, os cientistas acreditam que ele pode funcionar como uma janela para o passado do nosso próprio Sistema Solar, revelando como os planetas e cometas que conhecemos hoje podem ter se formado.

 

Fonte: Metrópoles

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