Duas semanas após governo do Congo e OMS declarararem epidemia, organizações de saúde alertam que reação está sendo superada pelo vírus
Organizações de saúde e grupos humanitários alertaram que a resposta internacional ao surto de ebola na República Democrática do Congo ainda está abaixo do necessário para conter o avanço da doença, que cresce rapidamente no leste do país.
Desde que o governo congolês declarou oficialmente a epidemia, em meados de maio, o número de casos suspeitos aumentou de forma acelerada. Dados recentes apontam mais de mil casos suspeitos e centenas de mortes sob investigação relacionadas ao vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma emergência internacional de saúde pública. O cenário preocupa autoridades porque a variante identificada no Congo, conhecida como Bundibugyo, não possui vacina nem tratamento específico aprovados até o momento.
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Especialistas afirmam que o vírus está avançando mais rápido do que a capacidade de resposta das equipes médicas. A situação é agravada por conflitos armados, deslocamentos de população, ataques a unidades de saúde e dificuldades de acesso às regiões afetadas.
Segundo a OMS, a falta de recursos financeiros também compromete as ações de contenção. A entidade informou que recebeu apenas uma parte do valor necessário para enfrentar a emergência sanitária.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve no Congo nos últimos dias para acompanhar a situação e reforçar os pedidos por maior apoio internacional. Ele alertou que, sem reforço imediato nas operações, o surto pode se tornar um dos mais graves já registrados no país.
A preocupação também envolve países vizinhos. Uganda já confirmou casos importados da doença, aumentando o temor de expansão regional da epidemia.
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Autoridades de saúde seguem intensificando o rastreamento de contatos, o isolamento de pacientes e campanhas de conscientização, mas organizações humanitárias afirmam que a velocidade da propagação continua superando os esforços atuais de controle.