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Alckmin critica juros elevados e afirma que taxa básica ainda está ''absurdamente alta'' no Brasil
Foto: Reprodução

Na semana passada, o Copom decidiu reduzir a Selic para 14,50% ao ano, mantendo o ciclo de cortes das últimas reuniões

O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a criticar o nível da taxa básica de juros no país e afirmou que o patamar atual da Selic ainda é “absurdamente alto”, mesmo após recentes reduções promovidas pelo Banco Central. A declaração foi feita nesta segunda-feira (4), durante o lançamento de um novo pacote econômico voltado à renegociação de dívidas da população.

 
A crítica ocorre poucos dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir cortar a Selic para 14,5% ao ano, dando continuidade ao ciclo de queda iniciado nas últimas reuniões. Apesar da redução, Alckmin destacou que o nível dos juros ainda é excessivo e representa um dos principais entraves para o crescimento econômico do país.


Durante o evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente associou os juros elevados ao alto nível de endividamento das famílias brasileiras. Segundo ele, taxas muito altas dificultam o acesso ao crédito, encarecem financiamentos e comprometem grande parte da renda da população, especialmente nas modalidades mais caras, como cartão de crédito e cheque especial.

 

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Alckmin também sugeriu que o Brasil avalie modelos internacionais, como o adotado pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. De acordo com ele, a metodologia americana foca em indicadores mais específicos ao calcular a inflação, desconsiderando itens mais voláteis, como energia e alimentos — o que poderia levar a decisões mais equilibradas sobre juros.


Apesar das críticas, o vice-presidente reconheceu que a trajetória recente da Selic é de queda, o que pode ajudar gradualmente na recuperação da economia. Analistas do mercado financeiro já projetam novos cortes ao longo do ano, com a taxa podendo encerrar 2026 em torno de 13% ao ano, caso o cenário econômico permaneça favorável.

 

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O debate sobre os juros segue no centro da política econômica do governo, especialmente em um momento em que o país tenta equilibrar o controle da inflação com a necessidade de estimular o consumo, o crédito e o crescimento sustentável. 

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