O vice-presidente também questionou a disposição de Flávio Bolsonaro para promover mudanças diante do apoio recebido de partidos do Centrão
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu mudanças na gestão das contas públicas e citou o combate aos supersalários, a redução dos recursos destinados ao fundo eleitoral e partidário e a revisão das emendas parlamentares como medidas para melhorar o equilíbrio fiscal do Brasil. As declarações ocorrem em meio à disputa presidencial e à discussão sobre como reduzir despesas sem comprometer os serviços oferecidos à população.
Alckmin afirmou que o país precisa enfrentar privilégios e rever gastos que pressionam o orçamento público. Entre os pontos mencionados, estão os salários que ultrapassam os limites legais no serviço público, além dos recursos utilizados para financiar campanhas eleitorais e das verbas indicadas por deputados e senadores para diferentes projetos e municípios.
O vice-presidente também criticou o volume de dinheiro destinado às emendas parlamentares. Na avaliação dele, é necessário discutir a dimensão desses recursos e a forma como são utilizados. As emendas permitem que parlamentares indiquem verbas do orçamento federal para obras, serviços e outras ações, mas têm sido alvo de debates sobre transparência, fiscalização e prioridades de investimento.
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Ao defender uma reforma fiscal, Alckmin argumentou que o ajuste deve buscar maior eficiência na aplicação do dinheiro público, em vez de depender exclusivamente do aumento de impostos. A proposta é melhorar o resultado das contas do governo e abrir espaço para investimentos, sem prejudicar áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento econômico e social.
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As declarações também têm impacto político, já que os temas fiscais estão entre os pontos de divergência entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A discussão envolve o tamanho do Estado, os gastos públicos e o financiamento de políticas sociais. Eventuais mudanças no fundo eleitoral, nas emendas e nas regras dos supersalários dependeriam de medidas legais e, em alguns casos, da aprovação do Congresso Nacional.