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Alckmin descarta impacto da condenação de Bolsonaro nas negociações com os EUA
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Vice-presidente afirma que não há relação entre a decisão do STF contra Bolsonaro e a política regulatória dos EUA

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afastou a hipótese de que a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da trama golpista, possa gerar entraves nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

 

"Entendo que não, porque não há nenhuma relação entre decisão do Poder Judiciário e política regulatória. Imposto de importação é política regulatória", declarou.

 

Alckmin ressaltou que o governo brasileiro, sob orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem atuado para manter o diálogo e a negociação com Washington. "Nós estamos permanentemente trabalhando, porque não há justificativa para o tarifaço. Dos dez produtos que os EUA mais exportam para nós, oito têm tarifa zero. E a tarifa média para entrar no Brasil é 2,7%", destacou.

 

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O vice-presidente também frisou que os Estados Unidos registram superávit comercial em relação ao Brasil, e apontou para o crescimento das exportações norte-americanas ao país neste ano. "As exportações deles para cá estão crescendo 12%. Vamos trabalhar para reduzir impostos ao Brasil", disse.

 

A declaração ocorreu durante visita de Alckmin à concessionária V12 da Volkswagen, em Brasília, neste sábado (13/9). Ao comentar o mercado de veículos sustentáveis, ele mencionou que houve aumento de 26,1% nas vendas entre 11 de julho e 11 de setembro. Para o ministro, esse desempenho comprova que "quando reduz o imposto, vende mais".

 

Na última quinta-feira (11/9), logo após a decisão do STF contra Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou sobre o tema, em resposta a pressões externas. Lula afirmou que irá responder ao governo americano "na medida" em que forem anunciadas novas penalidades contra o Brasil, e reforçou que os Estados Unidos "precisam saber que não estão tratando com uma republiqueta de banana".

 

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“Não temo (novas sanções). As acusações contra o Brasil são todas falsas e o presidente Trump sabe disso. Não tem déficit comercial, é arrogância dele não querer que a Justiça brasileira julgue alguém que cometeu um crime, o presidente de um país não pode ficar interferindo nas decisões de outro país soberano. Se ele vai tomar outras atitudes, é um problema dele”, disse Lula em entrevista à Band, ao ser questionado sobre possíveis medidas de Donald Trump contra o Brasil.

 

Fonte: Correio Braziliense

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