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Alckmin diz que não há data e tipo de encontro definido para conversa entre Lula e Trump; 'Estamos otimistas'
Foto: Reprodução

Na última terça-feira (23), Trump afirmou que teve uma conversa rápida com Lula durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e que os dois líderes acordaram em conversar nesta semana

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (29) que ainda não há informações sobre data e o formato da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump a respeito do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

 

Alckmin deu a declaração em entrevista à rádio CBN. Na última terça-feira, Trump afirmou que teve uma conversa rápida com Lula durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e que os dois líderes acordaram em conversar nesta semana.

 

"Não tem ainda informação sobre a data e o tipo do encontro, mas entendo que ele é um passo importante para a gente poder avançar", disse Alckmin, que tem participado das negociações com americanos.

 

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Até o momento, os governos brasileiros e americano não fecharam uma data, formato e local para conversa.

 

Auxiliares de Lula entendem que seria mais prático e prudente um primeiro contato por telefone ou vídeo e, em um segundo momento uma reunião presencial.

 

Planalto e Itamaraty trabalham com diferentes possibilidades para a conversa. No caso de encontro presencial, estão entre as opções reunião na Casa Branca ou na residência de Trump em Mar-a-Lago.

 

Outra alternativa seria uma conversa em um terceiro país, aproveitando viagens dos dois presidentes.

 

Em outubro, Lula tem viagens previstas para Itália, Indonésia e Malásia. No final do mês, há possibilidade de Trump ir à Malásia para cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), evento que terá a participação de Lula.

 

TARIFAÇO


Alckmin também afirmou que está otimista com a negociação para rever o tarifaço.

 

Há quase dois meses está em vigor uma sobretaxa de 50% para entrada de uma série de produtos brasileiros nos EUA.

 

"Acho que teremos novos passos e temos bons argumentos porque o Brasil não é problema para os EUA. Os EUA têm superávit na balança comercial com o Brasil. ... Estamos otimistas. Vamos aguardar os próximos dias para avançar mais", disse.


ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA


Alckmin também afirmou que espera a aprovação na próxima quarta-feira (1º) do projeto que isenta de Imposto de Renda (IR) quem recebe até R$ 5 mil por mês.

 

A proposta, que é uma promessa de campanha de Lula, está na Câmara dos Deputados. O governo trabalha para que a isenção entre em vigor em 2026.


TAXA DE JUROS 


Na entrevista, Alckmin defendeu a redução da taxa básica de juros, a Selic, que está em 15% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve o patamar por decisão unânime.

 

Segundo Alckmin, que também é ministro da Indústria, a Selic a 15% ao ano torna o crédito caro e aumenta a dívida pública. Para o vice-presidente, a cotação do dólar e a inflação dos alimentos estão controlados, o que facilitaria reduzir a taxa.

 

"Estamos otimistas que a gente possa ter uma redução da Selic mais rápida. [...] Acho que é importante a redução porque, além de atrapalhar o PIB, ela encarece a dívida", declarou.

 

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A taxa em 15% é o maior patamar em quase 20 anos – em julho de 2006, ainda no primeiro mandato de Lula, a Selic estava em 15,25% ao ano. 

 

Fonte: G1

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