Autoridade britânica recomenda contracepção eficaz durante tratamento com análogos de GLP-1 e até dois meses após a suspensão
O uso de medicamentos indicados para emagrecimento, como os análogos de GLP-1, acendeu um alerta internacional sobre possíveis riscos à eficácia dos contraceptivos orais. Em junho do ano passado, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) orientou que mulheres em idade fértil utilizem métodos contraceptivos eficazes enquanto estiverem em tratamento e, em alguns casos, por até dois meses após a interrupção da medicação antes de tentar engravidar.
A recomendação reforça preocupações já levantadas por especialistas sobre a interação desses medicamentos com anticoncepcionais administrados por via oral. Como esses fármacos retardam o esvaziamento gástrico, podem alterar a absorção dos hormônios presentes na pílula, reduzindo sua eficácia.
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A ginecologista e obstetra Aline Frota explica que, diante desse cenário, o mais indicado é optar por métodos contraceptivos que não dependam do sistema digestivo. “O ideal é substituir por métodos como DIU hormonal ou de cobre, implante subdérmico ou injeção contraceptiva, que não passam pelo trato gastrointestinal”, orienta.
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Foto: Reprodução
Sócia-fundadora do Instituto Vitasee Emagrecimento e Saúde inaugurado em janeiro com foco no tratamento da obesidade , Aline destaca a importância de uma avaliação individualizada antes do início de qualquer terapia. “A regra é clara: antes de iniciar qualquer tratamento, é essencial obter orientação personalizada para compreender as particularidades de cada paciente”, enfatiza a médica, que também atende na Clínica AMIH (Assistência Materno Infantil Humanizada).
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A especialista reforça ainda que o tratamento da obesidade deveir além da prescrição de medicamentos. “É fundamental procurar profissionais especializados que não enxerguem apenas o peso na balança, mas compreendam o paciente como um todo. A obesidade exige acompanhamento multidisciplinar e humanizado. Nenhum medicamento é solução mágica. O processo pode ser longo e, por vezes, desafiador, mas é capaz de salvar vidas”, conclui.