PGR havia argumentado falta de provas de uso doloso da plataforma contra o Judiciário
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu o pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e determinou o arquivamento do inquérito que investigava o bilionário Elon Musk, proprietário da rede social X (Twitter), por suposta “instrumentalização criminosa” da plataforma.
Em despacho assinado nesta terça-feira, o ministro destacou que a manifestação da Procuradoria-Geral da República é “irretratável, salvo no surgimento de novas provas”. A decisão tem cinco páginas e não analisa o mérito das acusações, ressaltando apenas que cabe exclusivamente ao Ministério Público decidir se apresenta ou não denúncia contra investigados.
Com base nesse entendimento e considerando que não cabe ação privada no caso, Moraes deferiu o pedido de arquivamento da investigação.
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Na manifestação enviada ao STF na semana passada, Paulo Gonet afirmou que não foram encontradas provas que sustentem a tese de uso intencional da plataforma para atacar autoridades do Judiciário, especificamente o próprio ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o procurador-geral, as investigações indicaram apenas “falhas operacionais pontuais” na rede social, que foram comunicadas à empresa e posteriormente corrigidas pelo X. Para Gonet, não há justa causa para o oferecimento de denúncia.
O inquérito apurava possíveis crimes de desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime. A suspeita era de que haveria uma “deliberada intenção” da plataforma em descumprir ordens judiciais.
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No entanto, de acordo com o procurador-geral, não foi identificado comportamento doloso por parte de Elon Musk ou dos representantes legais da empresa que configurasse desobediência a decisões judiciais, embaraço a investigações ou incitação pública ao crime.