Aliados de Jair Bolsonaro buscaram ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de segunda-feira (4) e nesta terça-feira (5), após o ministro Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente.
Nas conversas, os bolsonaristas foram informados de que Moraes não teria avisado os colegas antes de proferir a medida. Os magistrados pontuaram, no entanto, que desde a ordem para o ex-presidente usar tornozeleira eletrônica, em 18 de julho, essa possibilidade estava no radar.
Nas conversas, os aliados de Bolsonaro falaram sobre a necessidade de tentar construir uma ponte de diálogo. Mais uma vez, ouviram dos ministros queixas sobre a conduta de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos em busca de sanções contra Alexandre de Moraes e da anistia de seu pai.
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Outro ponto destacado pelos magistrados foi que as ações, especialmente as de Eduardo, são claramente vistas como uma tentativa de intervir no processo de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Os ministros enfatizaram que a corte não vai se submeter a pressões, mas pontuaram que o clima de alta tensão não os agrada.
As conversas devem seguir ao longo desta terça-feira. Segundo relatos dos próprios magistrados à coluna, eles seguem sendo procurados por aliados do ex-presidente. Bolsonaro, que está preso em casa e sem permissão para falar com pessoas que não sejam seus advogados e alguns familiares, não teve conhecimento das conversas antes delas ocorrerem.
O movimento vai na direção oposta dos trabalhos do senador Flávio Bolsonaro e da oposição dentro do Congresso, após a prisão domiciliar do capitão reformado. Os parlamentares aumentaram a pressão sobre os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para que as duas Casas tomem medidas contra o STF e elevem o tom de crítica sobre Alexandre de Moraes.
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Em coletiva de imprensa, Flávio voltou a defender a bandeira da anistia ampla e irrestrita, além do impeachment de Moraes e o fim do foro privilegiado.
Fonte: O Globo