Integrantes da campanha negam participação na possível saída do senador do Brasil; Polícia Federal investiga o caso após determinação judicial sobre os passaportes
Integrantes do núcleo mais próximo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram ter sido surpreendidos pelas notícias sobre a suposta saída do senador do Brasil e tentam se desvincular do episódio. Segundo relatos de pessoas próximas ao parlamentar, os aliados negam ter participado ou ter conhecimento prévio de um possível plano para deixar o país.
A repercussão começou após notícias de que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina e pretendia seguir para os Estados Unidos em um avião particular. Até o momento das informações divulgadas nesta terça-feira (27), porém, a Polícia Federal ainda investigava o paradeiro do senador, e não havia confirmação oficial de que ele tivesse deixado o território brasileiro.
Entre os últimos aliados que mantiveram contato com Flávio estava o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha. Segundo relatos, Marinho procurou o parlamentar por meio de mensagens e perguntou se estava tudo bem. Flávio teria respondido que estava “esfriando a cabeça”, mas deixou de responder depois de ser questionado sobre as notícias de sua possível saída do país.
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A esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, também teria respondido a uma pessoa próxima durante a manhã de terça-feira, afirmando que estava deitada com o marido. A informação foi relatada por interlocutores ouvidos pela imprensa. O episódio aumentou a incerteza entre integrantes da campanha, que tentavam esclarecer o paradeiro do parlamentar.
Advogados ligados a Flávio também afirmaram que não teriam sido informados sobre uma eventual saída do país. De acordo com pessoas próximas à equipe jurídica, a notícia provocou surpresa, especialmente porque, em uma reunião realizada na segunda-feira (26), o senador teria indicado que participaria de um encontro com a bancada do PL na semana seguinte.
A situação também abriu questionamentos sobre a continuidade da defesa jurídica do senador. Pessoas próximas à pré-campanha e à campanha não descartaram a possibilidade de que advogados eleitorais deixem o caso, embora uma eventual decisão exija cautela, inclusive por envolver honorários pagos com recursos públicos, segundo os relatos divulgados.
Dois outros aliados afirmaram que já haviam encerrado sua participação na campanha no domingo (25), após o resultado eleitoral, e que pretendiam se concentrar em seus próprios projetos políticos. A movimentação ocorre em meio à tentativa de integrantes do grupo de esclarecer que não teriam participado de qualquer plano relacionado à suposta saída de Flávio do Brasil.
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A Polícia Federal apura se o senador deixou o país depois de ter sido intimado a entregar seus passaportes por determinação judicial. As autoridades também verificam informações sobre uma possível passagem pela Argentina e um voo particular com destino aos Estados Unidos. Até a divulgação dos relatos, a saída do Brasil não havia sido confirmada oficialmente, e o caso permanecia sob investigação.