Presidente reeleito ampliou a vantagem na capital paulista e venceu em 72 municípios do estado no segundo turno, apesar da vitória de Flávio Bolsonaro no resultado estadual.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) tentam compreender os fatores que levaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a ampliar seu desempenho em São Paulo no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Integrantes da campanha afirmaram que ainda não possuem uma explicação definitiva para a mudança no cenário eleitoral.
No estado, Flávio terminou a disputa com 53,8% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 46,15%. Apesar da derrota no resultado geral paulista, o petista reduziu a diferença para o adversário em comparação com o primeiro turno, indicando crescimento em diferentes regiões.
Na capital, o avanço de Lula foi ainda mais expressivo. O presidente reeleito ampliou sua vantagem de aproximadamente 291 mil votos no primeiro turno para cerca de 766 mil no segundo. O resultado contrariou as expectativas de aliados de Flávio, que contavam com a mobilização de lideranças políticas locais para fortalecer a candidatura do senador.
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Apenas 0,027% dos votos foram computados após as 17h no segundo turno das eleições
Um dos aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou da campanha de Flávio, afirmou que será necessário analisar os resultados com mais profundidade. Segundo ele, o desempenho mudou também em municípios da região metropolitana e do interior, onde o candidato do PL havia conquistado vantagem na primeira votação.
Entre as possíveis explicações para o resultado está o histórico de votação favorável ao PT na capital paulista. Um interlocutor da campanha avaliou que essa característica eleitoral pode ter prevalecido, mesmo com o apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB) a Flávio. A atuação de servidores municipais durante a campanha também foi alvo de investigação sobre uma possível ocorrência de assédio eleitoral.
Outra hipótese levantada envolve medidas anunciadas pelo governo federal durante a campanha, incluindo reajustes e benefícios sociais. Aliados do senador avaliam que essas iniciativas podem ter influenciado parte do eleitorado, embora ainda não haja uma conclusão sobre o peso de cada fator no resultado das urnas.
De acordo com os dados eleitorais divulgados, Lula venceu em 72 dos 645 municípios paulistas no segundo turno, ante 39 cidades na primeira etapa da eleição. A redução da abstenção também pode ter contribuído para o resultado: o percentual de eleitores ausentes caiu de 22,5% no primeiro turno para 19,8% no segundo.
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Apesar do crescimento de Lula em diferentes municípios e da ampliação de sua vantagem na capital, Flávio Bolsonaro manteve a liderança no resultado estadual. Os aliados do senador deverão analisar os números nos próximos dias para tentar identificar os fatores que contribuíram para o avanço do adversário na votação paulista.