Bate-bocas entre ministros e desgaste de Alexandre de Moraes alimentam aposta da campanha em manter o Supremo no debate eleitoral
A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ocupar espaço ainda maior no discurso eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo aliados do candidato, os recentes conflitos entre ministros da Corte e os questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes criam uma oportunidade para manter o Judiciário entre os principais temas da campanha.
A avaliação ocorre após a sessão do STF desta terça-feira (15), marcada por divergências entre ministros e sem uma definição sobre a abertura de investigação envolvendo Moraes. O julgamento acabou suspenso após pedido de vista de Flávio Dino, enquanto o presidente da Corte, Edson Fachin, defendeu a análise separada dos casos relacionados aos ministros.
Para integrantes da campanha de Flávio, o episódio permite ao candidato reforçar críticas que já vinha fazendo ao Supremo e associar o desgaste da Corte ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Essa estratégia já havia aparecido no ato de 7 de Setembro, quando Flávio relacionou Lula a Moraes e defendeu mudanças no Supremo.
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Ao mesmo tempo, a crise ocorre em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que também atingiram o ambiente político. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro deram origem a questionamentos sobre relações com autoridades, enquanto ministros do STF divergem sobre a condução dos procedimentos. As pessoas citadas nos documentos negam irregularidades quando questionadas.
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A estratégia da campanha de Flávio é manter o tema em evidência durante o período eleitoral, segundo relatos atribuídos a aliados. Pesquisas e análises publicadas nos últimos dias, porém, registram diferentes avaliações sobre o impacto da crise nas intenções de voto, sem consenso de que os acontecimentos tenham provocado mudanças significativas no cenário eleitoral.