Presidente da Argentina esteve na convenção do PL no último sábado. Durante o discurso, chamou Moraes de lixo careca e se referiu a Lula como presidiário
A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, provocou avaliações divergentes entre aliados do senador. Enquanto uma ala considera que a presença do argentino fortaleceu a campanha ao mobilizar o eleitorado mais conservador, outro grupo avalia que os ataques ao governo brasileiro e ao Supremo Tribunal Federal podem ter gerado desgaste político.
Segundo interlocutores da campanha, parte dos aliados acredita que Milei conseguiu dar visibilidade ao evento e reforçar a imagem de Flávio Bolsonaro junto ao público identificado com pautas da direita. Na avaliação desse grupo, a participação do presidente argentino ajudou a consolidar o discurso de oposição ao governo Lula e ampliou a repercussão da convenção nas redes sociais.
Por outro lado, integrantes do próprio PL demonstraram preocupação com o tom adotado por Milei durante o discurso. O presidente argentino chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "presidiário", fez críticas à economia brasileira e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Para esses aliados, as declarações desviaram o foco do lançamento da candidatura de Flávio e acabaram dominando o debate político.
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Nos bastidores, há quem avalie que a repercussão internacional do episódio, incluindo a reação do governo brasileiro e o aumento da tensão diplomática entre Brasil e Argentina, pode ter ofuscado a estratégia da campanha de apresentar propostas e fortalecer a imagem do candidato. Apesar disso, integrantes do partido afirmam que ainda é cedo para medir os impactos eleitorais da participação de Milei.
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A convenção do PL marcou o início da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e reuniu lideranças da direita brasileira e estrangeira. Mesmo com as diferentes avaliações sobre o episódio, a equipe do candidato pretende manter o foco na agenda eleitoral e acompanhar os desdobramentos políticos provocados pela visita do presidente argentino ao Brasil.