Interesses privados e velha política: As razões para as Mulheres recusarem Flávio Bolsonaro
*Por Maria Santana Souza - Há um limite muito claro entre a disputa ideológica saudável e a total submissão dos interesses nacionais ao que há de mais retrógrado e desrespeitoso no cenário global. Os desdobramentos políticos deste fim de semana trouxeram à tona o verdadeiro projeto de poder desenhado pelo senador Flávio Bolsonaro. Ao receber o presidente argentino Javier Milei — que usou o solo estrangeiro para desferir ataques grosseiros ao ministro Alexandre de Moraes e inflamar a política interna —, Flávio escancarou que o seu compromisso não é com a soberania nacional ou com as instituições brasileiras, mas com a entrega simbólica do Brasil a aliados internacionais que tratam os direitos das mulheres e a democracia com profundo desdém.
A reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi imediata e precisa: "Que ninguém venha de fora meter o dedo nas eleições". No entanto, o desrespeito promovido por Flávio Bolsonaro vai além da ofensa diplomática. O senador tenta, a todo tempo, vender uma imagem distorcida do Brasil para líderes externos indignos, como Milei e Donald Trump.
O que une essas figuras não é o progresso econômico ou a inovação, mas uma agenda ultraconservadora alimentada pela misoginia, pelo desmantelamento das redes de proteção social e pelo menosprezo às instituições que garantem a ordem democrática. Aplaudir um líder estrangeiro que ataca o Judiciário brasileiro é rasgar a Constituição que o próprio senador jurou defender.
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Para nós, mulheres da Amazônia — que lutamos diariamente contra o isolamento, a escassez de recursos de saúde e os alarmantes índices de feminicídio —, apoiar um projeto político liderado por Flávio Bolsonaro é votar contra a nossa própria sobrevivência. O senador carrega o histórico de um grupo político que reiteradamente votou contra mecanismos de igualdade salarial entre homens e mulheres, que tentou flexibilizar o porte de armas — armando agressores domésticos dentro de casa — e que atua ativamente para desidratar leis de combate à misoginia, como o crucial PL 896/2023. Tolerância com o desrespeito institucional é a senha para que a violência contra a mulher seja tratada com normalidade nas esferas de poder.

As mulheres brasileiras, especialmente as Nortistas e Ribeirinhas que conhecem o valor da dignidade e da união, não podem aceitar uma liderança que enxerga o país como Moeda de Troca para salvar sua família. O voto feminino em 2026 deve ser um escudo em defesa das nossas famílias, das nossas instituições e do respeito às nossas vidas. Flávio Bolsonaro prova, em cada aliança internacional e em cada discurso, que o seu projeto isola o Brasil do progresso e vulnerabiliza ainda mais as mulheres. Recusar essa postura nas urnas é um dever de quem preza pela Soberania Nacional e pelo Fim do Ódio de gênero na política brasileira.
A POSIÇÃO QUE PORTAL MULHER AMAZÔNICA - DEFESA DA SOBERANIA E DAS INSTITUIÇÕES
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O Portal Mulher Amazônica assume um posicionamento claro com base nos seguintes pilares:
O portal condena a postura de Flávio Bolsonaro ao endossar ataques de líderes estrangeiros (como Javier Milei) ao Judiciário brasileiro, classificando a atitude como um desrespeito à Constituição e à soberania nacional.
REPÚDIO À MISOGINIA E RETROCESSO SOCIAL

O artigo posiciona-se em defesa dos direitos das mulheres, associando o grupo político do senador a pautas que fragilizam a segurança feminina (como a flexibilização do porte de armas que afeta a violência doméstica) e a oposição a leis de igualdade salarial.
REJEIÇÃO A ALIANÇAS RADICAIS INTERNACIONAIS

A posição do portal classifica figuras como Donald Trump e Javier Milei como "aliados indignos", criticando a tentativa de alinhar o Brasil a agendas ultraconservadoras externas.
APELO AO VOTO CONSCIENTE FEMININO
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Fotos: Reprodução/Google
Este artigo é direcionando ao eleitorado feminino (especialmente o público do portal, composto por mulheres amazônidas e ribeirinhas) a recusar o voto em Flávio Bolsonaro nas eleições, tratando essa rejeição como um ato de legítima defesa e proteção familiar.
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*Maria Sanatana Souza - Jornalista | Bacharel em Direito | Fundadora do Portal Mulher Amazônica | Especialista em Comunicação para Causas Sociais e Representatividade Feminina na Política no Amazonas e Especialista em Inteligência e Estratégias em Marketing.