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Qualidade de Vida
31/12/2019

Alimento ultraprocessado em excesso gera falta de nutrientes

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Foto: Divulgação

Consumo excessivo de ultraprocessados gera obesidade

De acordo com artigo publicado na revista científica The Lancet, países de baixa e média renda passam ao mesmo tempo por epidemias de obesidade e de desnutrição. O estudo diz que o problema se deve ao consumo de alimentos ultraprocessados e à falta de atividades físicas.

 

Segundo especialistas, a falta de uma alimentação balanceada afeta a saúde, o crescimento e pode causar um fenômeno chamado de fome oculta, uma falta não aparente de micronutrientes necessários ao organismo.

 

“Hoje existem crianças obesas e desnutridas porque não se alimentam direito, comem muita porcaria”, afirma o pediatra e neonatalogista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e Academia Americana de Pediatria.


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“Imagine um adolescente que come sempre na frente da TV e se alimenta de pizza e hambúrguer o tempo todo, ele não ganha os nutrientes necessários”, exemplifica.

 

De acordo com o médico, a dieta das crianças deve ser a mais natural e balanceada possível. Ele cita o conceito americano do “meu prato” como parâmetro a ser seguido.

 

Trata-se de um prato dividido em quatro partes: frutas, vegetais, grãos de carboidrato e proteínas.

 

“É necessário ter equilíbrio. O ideal é que uma pessoa saudável coma um grama de proteína para cada quilograma de seu peso”, diz.


Dentre os alimentos ultraprocessados mais perigosos para a saúde das crianças, o pediatra destaca salgadinhos, bolachas, bisnaguinhas e doces em geral. “Eles não contêm a energia que a criança precisa e podem induzir à obesidade e ao diabetes”, alerta.

 

Por sua vez, o pediatra e nutrólogo Rubens Feferbaum, presidente do Departamento de Nutrição da Sociedade de Pediatria de São Paulo, afirma que é necessário prestar atenção na qualidade dos alimentos.

 

“O consumo de ultraprocessados é um risco se for de baixa qualidade, ou seja, se forem retirem todas as características naturais do alimento e substituírem por elementos artificiais em exagero, como sal, açúcar, corantes e conservantes”, pondera.

 

Ambos os especialistas concordam que o segredo para uma alimentação saudável está em uma dieta balanceada e em se concentrar nas refeições.

 

‘É preciso haver educação para a nutrição. Hábitos alimentares também se ensinam. É necessário saber que não pode ficar tomando refrigerante no lugar de água”, ressalta Feferbaum.

 

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“O grande conselho é comer sentado, sem a TV ligada, ingerir porções adequadas de cada alimento e evitar excesso de fritura e gordura”, conclui Ejzembaum.

 

R7

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