Alan Kleber, que conseguiu fugir do cerco policial em São Paulo, usava igrejas para esconder drogas, de acordo com o delegado Marcelo Martins, em coletiva realizada na manhã de hoje
O delegado Marcelo Martins, que comandou a Operação Erga Omnes, confirmou que Allan Kleber, chefiava o núcleo da facção criminosa Comando Vermelho e o esquema envolvendo servidores públicos municiais, estaduais e até advogados.
Alan Cleber atualmente estava no estado de São Paulo e durante a entrevista coletiva, o delegado Marcelo Martins também confirmou que ele conseguiu fugir, ficando para trás somente a sua esposa, que foi presa e apresentada na Delegacia de Polícia.
Em Manaus Allan Kleber se apresentava com líder religioso de uma igreja evangélica e investigações realizadas, confirmaram que ele chegou a usar várias vezes a estrutura do templo religioso para esconder drogas e membros da facção criminosa procurados pela Justiça.
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Delegado Martins confirmou que Allan comandava todo o esquema
de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passeava no
meio político no Amazonas
Investigação que antecedeu a Operação Erga Omnes também confirmaram que não Alan não usou apenas o templo do bairro Zumbi dos Palmares, mas também outras congregações situadas na Zona Leste, para esconder cargas de entorpecentes e integrantes da facção com mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça.
Membros da facção que foram presos durante as investigações, confessaram que o líder Allan Kleber, batia no peito e declarava para eles, que não tinha medo de ser presos porque tinha fortes ligações dentro do Poder Judiciário e dos poderes Executivo e Legislativo no Estado do Amazonas.
No esquema criminoso “gerenciado” por Allan, foi confirmado que a facção criminosa movimentou mais de R$ 70 milhões, usando várias empresas de fachada, criadas pelo grupo, para transporte de drogas entre o interior do Amazonas, chegando a capital e segundo para outros estados brasileiros.

Oito pessoas, entre servidores públicos e policial civil, foram presas
na operação iniciada na madrugada desta sexta-feira,
em Manaus (Fotos: Divulgação)
O delegado Martins informou na entrevista coletiva que o núcleo politico da organização criminosa era compostos por ex-assessores de políticos, que são advogados e também estão sendo investigados no andamento da Operação Omnes”.
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Os agentes públicos eram usados por Allan Kleber e a facção criminosa Comando Vermelho, para manter o livre transito nos três poderes e disseminação do esquema de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. “Era a facção criminosa agindo com livre trânsito na esfera política a nível municipal e Estadual”, disse o delegado Marcelo Martins, na entrevista coletiva.