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Alta do gás pressiona programa social e distribuidoras cobram ação urgente do governo
Foto: Divulgação

Empresas alertam que defasagem de preços pode comprometer o alcance do Gás do Povo

O Sindigás enviou um ofício ao Ministério de Minas e Energia (MME) solicitando a atualização imediata dos preços de referência do programa Gás do Povo. A entidade afirma que a defasagem atual pode colocar em risco a continuidade da iniciativa.

 

De acordo com o documento, o preço do GLP (gás de cozinha) já acumula alta de cerca de 16% desde o início das tensões no Oriente Médio envolvendo o Irã, refletindo mudanças significativas nas condições de mercado. Esse cenário, segundo o sindicato, tem ampliado a diferença entre o custo real do produto e os valores usados como base para o reembolso do governo às distribuidoras.

 

O Gás do Povo atende aproximadamente 15,5 milhões de famílias de baixa renda, oferecendo vouchers para a compra de botijões de 13 kg por meio do aplicativo Caixa Tem ou do cartão do Bolsa Família. No entanto, os valores de referência variam por estado e, em muitos casos, já estão abaixo dos preços praticados no mercado.

 

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No Rio de Janeiro, por exemplo, o valor de referência é de R$ 93,16, enquanto o preço médio ao consumidor chega a R$ 95,67. Em São Paulo, a diferença é ainda maior: o botijão custa cerca de R$ 114,80, frente a um valor de referência de R$ 100,23.

 

O Sindigás alerta que, caso não haja atualização, distribuidoras podem deixar o programa, o que comprometeria sua expansão e funcionamento. A entidade também defende uma revisão na metodologia de cálculo, para que os preços acompanhem com mais rapidez as oscilações do mercado.

 

Outro fator de pressão é o reajuste anunciado pela Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen, que prevê aumento de cerca de 15% no preço do GLP a partir de abril. A medida pode elevar o valor do botijão em até R$ 6,50 em estados do Nordeste.

 

Além disso, o sindicato aponta que leilões realizados pela Petrobras têm registrado preços acima dos valores de tabela, o que encarece ainda mais o produto no mercado.

 

Diante desse cenário, o governo federal avalia medidas para conter os impactos da alta internacional do petróleo, incluindo a possibilidade de criação de uma subvenção temporária para o gás de cozinha.

 

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Para o Sindigás, sem ajustes nos valores de referência e mecanismos de compensação, há risco de saída em massa de revendedores do programa, o que pode afetar diretamente milhões de famílias e comprometer um dos principais programas sociais do país. 

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