Reajuste pressiona custos, ameaça operações e pesa no bolso da população
O aumento recente no preço dos combustíveis em Manaus provocou forte reação do setor de transporte. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Amazonas divulgou uma nota nesta terça-feira (24) criticando o reajuste, considerado abusivo pela entidade, e alertando para impactos diretos na mobilidade urbana e na economia local.
Segundo o sindicato, o encarecimento afeta não apenas o transporte de passageiros, mas também toda a cadeia logística, especialmente no Distrito Industrial de Manaus, onde empresas dependem do deslocamento de trabalhadores para manter suas atividades.
A entidade ainda demonstrou preocupação com a possibilidade de escassez de combustíveis no estado e pediu medidas urgentes das autoridades para evitar prejuízos maiores. De acordo com o SIFRETAM, uma eventual redução na operação do transporte pode comprometer o fluxo de trabalhadores, provocando atrasos, faltas e até paralisações em linhas de produção.
Veja também

Governo tem maior arrecadação para fevereiro e receita chega a R$ 222,1 bilhões
Reajuste de 6,49% eleva salário mínimo regional e valor chega a R$ 2.106
Nas ruas da capital, o impacto já é sentido pelos consumidores. Em alguns postos, o litro da gasolina chega a R$ 7,59, acumulando aumento de mais de R$ 0,60 em menos de cinco dias.
Para quem depende do veículo para trabalhar, a situação tem se tornado insustentável. O motoboy Ítalo Braga afirma que já considera abandonar a profissão diante dos custos elevados. Já o policial militar Luís Carlos relata dificuldades para manter as despesas e afirma que tem buscado alternativas, como evitar o uso do ar-condicionado, mesmo diante do calor intenso.

Ítalo Braga - motoboy, Foto: Reprodução
Especialistas apontam que a alta dos combustíveis não tem uma única causa. O economista Altamir Cordeiro explica que fatores como impostos, custos operacionais, margens de lucro e o cenário internacional influenciam diretamente nos preços. Ele destaca ainda que tensões geopolíticas, como o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, impactam o valor do petróleo no mercado global.

Luís Carlos - policial, Foto: Reprodução
Além disso, o especialista observa que o Brasil ainda depende da importação de derivados, já que nem todas as refinarias estão preparadas para processar o petróleo extraído no país. No caso do Amazonas, ele também aponta a baixa concorrência entre revendedores como um fator que pode influenciar na formação dos preços.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Diante desse cenário, o aumento dos combustíveis segue como uma preocupação tanto para o setor produtivo quanto para a população, que enfrenta dificuldades para manter a rotina diante dos custos cada vez mais altos.