Projeto escolar une prática em laboratório e reflexão crítica sobre o futuro da matriz energética.
Estudantes do município de Nova Olinda do Norte desenvolveram uma pesquisa voltada ao papel dos biocombustíveis na construção de uma matriz energética mais sustentável. A iniciativa abordou desde os benefícios ambientais até desafios como uso da terra, escolha de matérias-primas e impacto real na redução de emissões de carbono.
O projeto contou com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, dentro do Programa Ciência na Escola (PCE). Com o tema “Biocombustíveis: Uma alternativa sustentável para a nova matriz energética”, os alunos analisaram diferentes tipos de combustíveis renováveis, como etanol e biodiesel, avaliando processos de produção e eficiência.
A pesquisa foi coordenada pelo professor de Química Emerson de Souza Soares, da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, e realizada no Centro de Educação de Tempo Integral Professora Rosária Marinho Paes.
Veja também

Professor amazonense representa Manaus em prêmio internacional e avança para final em Londres
Fies abre inscrições para vagas remanescentes do 1º semestre de 2026
Além da parte teórica, os estudantes participaram de atividades práticas em laboratório, incluindo a produção de biodiesel a partir de óleo de fritura reutilizado e etanol derivado da cana-de-açúcar. Segundo o professor, essa abordagem ajudou a aproximar os conteúdos científicos do cotidiano dos alunos e aumentou o interesse pelas práticas experimentais.

A experiência também reforçou a conscientização ambiental, especialmente sobre o descarte correto de resíduos, como o óleo de cozinha. Para o coordenador, os biocombustíveis representam uma alternativa relevante diante da necessidade global de transição para fontes de energia mais limpas.
Entre os resultados, destaca-se o desenvolvimento do pensamento crítico dos estudantes, que passaram a compreender melhor as vantagens e limitações dessas fontes energéticas. A análise incluiu não apenas os benefícios ambientais, mas também questões como impacto no uso da terra e viabilidade econômica.

Fotos: Arquivo de Emerson de Souza Soares
O professor ressalta que o apoio da Fapeam foi essencial para viabilizar a iniciativa e incentivar o interesse dos jovens pela ciência. Segundo ele, o programa contribui para democratizar o acesso à pesquisa científica, especialmente fora dos grandes centros urbanos.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
O Programa Ciência na Escola tem como objetivo incentivar alunos e professores da rede pública a desenvolverem projetos de pesquisa e inovação tecnológica, fortalecendo o protagonismo estudantil e ampliando o acesso ao conhecimento científico no estado.