A informação foi revelada pela coluna de Daniela Lima, do portal G1, e confirmada pelo GLOBO
O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, é citado em anotações encontradas com o grupo auto-intitulado "Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos", que foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira. Segundo as investigações, o grupo é investigado por fornecer serviços de espionagem contra autoridades.
A descoberta foi feita no âmbito da operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça do Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A informação foi revelada pela coluna de Daniela Lima, do portal G1, e confirmada pelo GLOBO.
Em nota, Pacheco classificou a descoberta como um "fato estarrecedor trazido à luz”. “Externo meu repúdio em razão da gravidade que representa à democracia a intimidação a autoridades no Brasil, com a descoberta de um grupo criminoso, conforme investigação da Polícia Federal, que espiona, ameaça e constrange, como se o país fosse uma terra sem leis. Que as autoridades competentes façam prevalecer a lei, a ordem e a competente investigação sobre esse fato estarrecedor trazido à luz", disse o parlamentar na nota.
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Entre os materiais apreendidos ao longo das investigações, a PF encontrou uma tabela em nome de uma organização autointitulada de "Comando C4" - referência a "Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos". O documento estipula preços para o monitoramento de autoridades. O serviço para senadores, por exemplo, custaria R$ 150 mil e ministros do Poder Judiciário teria um custo de R$ 250 mil.
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As atividades incluíam armamento pesado, como fuzis e minas, além de preços para outros trabalhos avulsos, como a locação de imóveis e até mesmo a utilização de garotas e garotos de programa como iscas e materiais de disfarce. As possibilidades de serviço ofertadas pelo grupo também envolve hackers e equipes de inteligência, reconhecimento e operações.
Fonte: Uol