O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro Alexandre de Moraes
Alvo de Donald Trump, Alexandre de Moraes recorreu a um ex-presidente dos Estados Unidos na decisão que determinou uma série de medidas cautelares a Jair Bolsonaro. O ministro do STF citou Abraham Lincoln, republicano que esteve no comando do país entre 1861 e 1865 — governo durante o qual ocorreu a Guerra Civil entre os estados do norte e do sul do país.
Ao afirmar que o STF será "inflexível" na defesa da soberania nacional, Moraes escreveu que deve ser lembrada a lição de Lincoln, que afirmava que "os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis".
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Diz a decisão:
"O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros, devendo, sempre, ser lembrada a lição de ABRAHAM LINCOLN, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que "OS PRINCÍPIOS MAIS IMPORTANTES PODEM E DEVEM SER INFLEXIVEIS".
O destaque dado a Lincoln não é por acaso. Moraes e o STF têm sido criticados pelo governo Trump por "ataques à liberdade de expressão" e pelo julgamento de Bolsonaro. O ministro está na mira dos EUA para sofrer sanções baseadas na Lei Magnitsky.
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A Casa Branca inclusive já teria esboçado um rascunho de proposta de sanções contra Moraes, segundo o jornal "The Washington Post".
Fonte: O Globo