O governador Wilson Lima anunciou que o Amazonas aderiu ao acordo do governo federal que prevê subsídio ao diesel importado, com o objetivo de reduzir o preço do combustível no estado.
A medida busca amenizar os impactos da alta recente, influenciada por tensões internacionais, como a guerra no Irã, que afetaram diretamente setores estratégicos da economia local, especialmente transporte e logística. O aumento já vinha sendo sentido, por exemplo, no custo de passagens de embarcações regionais.
Para viabilizar a redução, o estado decidiu abrir mão de parte da arrecadação de ICMS, com estimativa de renúncia de cerca de R$ 25 milhões. Segundo o governador, a iniciativa é uma tentativa de proteger a população e evitar que a alta do diesel continue pressionando a economia.
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Apesar disso, ele cobrou que o Governo Federal do Brasil adote mecanismos eficazes para garantir que a redução chegue de fato ao consumidor final.
A adesão foi confirmada durante reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas. O novo titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Igrejas, destacou que o preço do diesel influencia toda a cadeia produtiva.
Segundo ele, qualquer aumento no combustível encarece custos industriais, o que reforça a necessidade de que empresas também repassem eventuais reduções ao consumidor.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida provisória em elaboração prevê um desconto de R$ 1,20 por litro no diesel importado. Mais de 80% dos estados brasileiros já manifestaram apoio à iniciativa.
Durante o encontro, outro tema importante foi a falta de áreas disponíveis para novas indústrias na Zona Franca de Manaus. Representantes do setor produtivo alertaram que a escassez de terrenos já começa a dificultar a expansão de empresas e a atração de novos investimentos.
O governo estadual informou que discute, junto à Prefeitura de Manaus e à Superintendência da Zona Franca de Manaus, ajustes no Plano Diretor para viabilizar novas áreas industriais.
A reunião também marcou a saída do secretário Serafim Corrêa, que foi homenageado pelo setor produtivo. Ele deixa o cargo após um período de crescimento no número de projetos aprovados, com recorde recente de investimentos.
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Seu sucessor, Gustavo Igrejas, assume a pasta com o desafio de manter o ritmo de expansão e enfrentar gargalos estruturais, como a disponibilidade de terrenos para a indústria.