Ministério da Saúde autorizou a aplicação da chamada dose zero em bebês de 6 a 11 meses nos municípios da tríplice fronteira
O avanço do sarampo na região da tríplice fronteira levou o Ministério da Saúde a autorizar uma estratégia emergencial de vacinação para bebês de 6 a 11 meses no interior do Amazonas. A medida foi adotada após a confirmação de cinco casos da doença em Tabatinga, na fronteira com Peru e Colômbia.
A chamada “dose zero” será aplicada inicialmente em crianças dessa faixa etária nos municípios de Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte, como forma de ampliar a proteção diante do risco de transmissão da doença na região.
O caso mais recente confirmado em Tabatinga é de um jovem de 18 anos. Ele se soma a outros quatro registros já identificados pelas autoridades de saúde: um adulto de 24 anos e três crianças. Todos os casos confirmados até o momento são de pessoas de nacionalidade peruana.
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Além da vacinação emergencial, equipes de saúde realizam uma ação de busca ativa entre os dias 21 e 25 de setembro. Os profissionais percorrem as comunidades e áreas urbanas dos municípios para identificar pessoas com sintomas suspeitos, orientar moradores e adotar medidas de controle para evitar a circulação do vírus.
A Secretaria de Estado de Saúde reforça que a aplicação da dose zero não substitui as doses previstas no calendário nacional de vacinação. Os bebês que receberem a imunização antecipada deverão retornar aos postos de saúde aos 12 e aos 15 meses para completar o esquema regular contra sarampo, caxumba e rubéola.
As autoridades também orientam a população a ficar atenta aos principais sintomas do sarampo. Entre os sinais estão febre, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e irritação ou vermelhidão nos olhos.
Pessoas que apresentarem esses sintomas, principalmente aquelas que tiveram contato com moradores ou viajantes procedentes de áreas de fronteira, devem procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação.
A recomendação das autoridades é reforçar a vacinação e o acompanhamento de casos suspeitos para interromper a transmissão do sarampo na região e evitar que a doença avance para outros municípios do Amazonas.