Cadastro passa a reunir 613 nomes e registra resgate de 2,2 mil trabalhadores em situações análogas à escravidão
O Amazonas voltou a aparecer na mais recente atualização do cadastro conhecido como “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgado pelo governo federal. A nova edição reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições degradantes em diferentes regiões do país, reforçando a persistência desse tipo de crime.
De acordo com os dados, o estado teve um caso incluído na lista, que contempla ocorrências registradas entre os anos de 2020 e 2025. No total, a atualização abrange 21 unidades da federação e resultou no resgate de 2.247 trabalhadores que viviam em situações de exploração.
As atividades com maior número de registros envolvem setores como trabalho doméstico, pecuária, cultivo de café, construção civil e serviços ligados ao preparo de terreno e colheita — áreas onde ainda são identificadas graves violações de direitos trabalhistas.
Veja também

Justiça autoriza venda da telefonia fixa da Oi e garante continuidade dos serviços
Master declarou pagamentos a Temer, ACM Neto, Rueda e Lewandowski
A chamada “lista suja” é atualizada semestralmente e tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização realizadas por órgãos como a Auditoria Fiscal do Trabalho, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e outros parceiros. A inclusão de nomes ocorre somente após a conclusão de processos administrativos, garantindo direito à defesa aos envolvidos.
Criado em 2003, o cadastro se consolidou como uma das principais ferramentas de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil. Os empregadores permanecem listados por até dois anos, período em que ficam expostos publicamente por violações consideradas graves à dignidade humana.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Além das ações de fiscalização, denúncias desse tipo de crime podem ser feitas de forma sigilosa por meio de plataformas oficiais, fortalecendo o enfrentamento a práticas ilegais que ainda atingem milhares de trabalhadores em todo o país.