Janeiro de 2025 foi marcado por um aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas, segundo o Boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A região Norte do Brasil, em particular, apresentou uma tendência de alta nos casos de COVID-19, com o Amazonas registrando 309 notificações de SRAG e duas mortes relacionadas ao coronavírus no primeiro mês do ano.
Os dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) nesta segunda-feira (03), detalham que, do dia 1º de janeiro ao dia 1º de fevereiro, foram identificados 108 casos de SRAG por vírus respiratórios.
A análise epidemiológica destaca que as faixas etárias mais afetadas são os idosos com 60 anos ou mais e crianças com menos de um ano, ambas representando 28,7% dos casos.
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A predominância dos vírus respiratórios identificados no período foi de SARS-CoV-2 (64,4%), seguido pelo rinovírus (28,4%), adenovírus (8,1%), entre outros menos frequentes. A pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portela, reforçou as medidas preventivas: “Em caso de sintomas gripais, a recomendação é isolar-se em casa e, se necessário sair, usar máscara.
A vacinação continua sendo crucial.” No panorama nacional, até o dia 25 de janeiro, foram relatados 900 casos graves de SRAG por COVID-19 no Brasil, com pelo menos 287 óbitos por síndromes respiratórias, dos quais 78,7% (225) foram causados pelo SARS-CoV-2. Há uma tendência de aumento de casos em nove estados, com destaque para os da região Norte e Nordeste, levantando preocupações sobre a possível disseminação de uma nova variante mais transmissível.
A rede de assistência no Amazonas, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES), conta com 17 unidades de referência, focadas em estratégias como triagem, testagem rápida, exames laboratoriais e de imagem, além do tratamento adequado para os pacientes.
Para prevenir a disseminação das síndromes respiratórias, a FVS-RCP aconselha a manutenção de medidas básicas como higienização das mãos, etiqueta respiratória, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia.
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O esquema vacinal atual no SUS inclui doses específicas para crianças, idosos, imunocomprometidos, gestantes e grupos vulneráveis. A SES-AM e a FVS-RCP continuam monitorando a situação, com atualizações frequentes disponíveis no site da fundação para orientar a população sobre as melhores práticas de prevenção e tratamento.