Crescimento de quase 18% nas internações por SRAG preocupa autoridades de saúde no início de 2026.
O Amazonas enfrenta um aumento nos casos de doenças respiratórias em 2026. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas apontam que, até o dia 23 de março, já foram registradas 1.408 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave, número 17,8% maior que o observado no mesmo período do ano passado.
Embora a Influenza ainda lidere em número de casos confirmados, com 141 registros, especialistas observam mudança no perfil de circulação dos vírus. Segundo o diretor de vigilância epidemiológica, Alexsandro Melo, há crescimento significativo de infecções por Vírus Sincicial Respiratório e adenovírus, principalmente entre crianças e idosos.
Os dados mostram que bebês com menos de 1 ano concentram a maior parte das internações, seguidos por crianças de 1 a 4 anos. De acordo com o especialista, o retorno às aulas contribuiu para o aumento da transmissão, elevando o risco de contágio em ambientes escolares.
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Entre os sintomas mais comuns registrados estão tosse, falta de ar, febre e desconforto respiratório este último considerado sinal de alerta para busca imediata por atendimento médico.
Apesar do aumento no acumulado anual, a última semana epidemiológica registrou apenas oito novos casos confirmados, indicando possível desaceleração após picos observados nos meses de janeiro e fevereiro.
Para conter o avanço, a campanha de vacinação contra a gripe segue aberta até 31 de maio. Em Manaus, a imunização está disponível em mais de 160 pontos, incluindo unidades com horário ampliado.
Além da vacinação, o Ministério da Saúde ampliou as estratégias de proteção neste ano, incluindo imunização contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana e a aplicação do anticorpo monoclonal Nirsevimabe em bebês prematuros, oferecendo proteção imediata contra o vírus.
Entre os casos confirmados, 54,6% são do sexo masculino e 45,4% do feminino. Registros também incluem populações indígenas, com destaque para etnias como Yanomami e Kulina.
Doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e diabetes, seguem entre os principais fatores de risco para agravamento dos quadros.
Especialistas alertam ainda para os perigos da automedicação. O uso indevido de antibióticos, comum em quadros virais, não traz benefícios e pode causar resistência bacteriana, além de reações adversas graves.
No cenário nacional, dados da Fundação Oswaldo Cruz indicam crescimento de casos de Influenza A fora do padrão sazonal, além de tendência de aumento contínuo de SRAG em diversas regiões do país.
Até o início de março, o Brasil registrou mais de 20 mil casos de SRAG, com predominância de rinovírus, seguido por Influenza A, COVID-19 e outros vírus respiratórios, além de mais de mil mortes associadas à síndrome.
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Autoridades reforçam a importância da vacinação, da higiene e da busca por atendimento médico diante de sintomas mais graves como principais formas de prevenção.