Cada autorização registrada representa uma chance de esperança para quem aguarda por um transplante.
O número de amazonenses que decidiram formalizar o desejo de doar órgãos pela internet segue crescendo. Quase 400 cidadãos já realizaram a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) no estado, reforçando a conscientização sobre a importância da doação e ampliando o apoio ao sistema nacional de transplantes.
Criada há dois anos pelos Cartórios de Notas e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ferramenta permite que qualquer pessoa registre oficialmente sua intenção de doar órgãos de forma totalmente digital, gratuita e com segurança jurídica.
Desde a implantação do sistema, o Amazonas já contabiliza 389 manifestações formais de doação realizadas pela plataforma. O avanço demonstra uma maior abertura da população para discutir o tema e participar desse ato de solidariedade que pode salvar vidas.
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Os números ganham ainda mais relevância diante da alta demanda por transplantes no estado. Atualmente, mais de 250 pessoas aguardam na fila por um órgão no Amazonas, segundo dados do Ministério da Saúde. Em todo o país, mais de 3 mil transplantes já foram realizados apenas em 2026, com destaque para os procedimentos de rim e fígado, que continuam entre os mais procurados.
De acordo com o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Amazonas (CNB/AM), Marcelo Lima Filho, a praticidade do sistema digital vem aproximando o cidadão do processo de doação.
Segundo ele, a possibilidade de concluir todo o procedimento online, de maneira segura e gratuita, fortalece a política nacional de transplantes e amplia o acesso da população à formalização desse gesto de cidadania.
A AEDO foi criada pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), por meio da plataforma e-Notariado, e regulamentada nacionalmente pelo CNJ. A autorização registrada passa a integrar automaticamente a Central Nacional de Doadores de Órgãos, podendo ser consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
O processo é simples e realizado totalmente pela internet. O interessado acessa a plataforma oficial da AEDO, solicita gratuitamente um Certificado Digital Notarizado, participa de uma videoconferência com um tabelião e assina eletronicamente o documento indicando quais órgãos deseja doar.
Outro ponto importante é que a autorização pode ser cancelada a qualquer momento pelo próprio cidadão, garantindo liberdade e controle sobre a decisão.
Além do avanço tecnológico, iniciativas em outros estados também vêm incentivando o cadastro de doadores. No Paraná, por exemplo, uma lei estadual passou a conceder benefícios como meia-entrada em eventos culturais e esportivos para pessoas registradas na AEDO.
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O crescimento das autorizações digitais reforça não apenas o avanço da tecnologia nos serviços cartoriais, mas também a importância da conscientização sobre a doação de órgãos, considerada uma das principais formas de salvar vidas e oferecer uma nova chance a pacientes que aguardam por transplantes.