Estado contabilizou 2.258 ocorrências no mês, mas continua entre os seis com maior número de registros no país em 2026; qualidade do ar preocupa em nove municípios
O Amazonas registrou 2.258 focos de queimadas em outubro de 2026, uma redução de 39,40% em comparação com setembro, quando foram identificadas 3.726 ocorrências. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora os incêndios por meio de imagens de satélite.
Apesar da diminuição mensal, o estado permanece entre os mais afetados pelas queimadas no país. Desde janeiro, foram contabilizados 8.515 focos em território amazonense, colocando o Amazonas na sexta posição do ranking nacional de ocorrências em 2026.
O monitoramento também identificou novos pontos de incêndio nos últimos dias do mês. Entre quinta-feira (29) e sexta-feira (30), foram registrados 30 focos em diferentes regiões do estado, demonstrando que as ocorrências continuam mesmo após a redução observada em outubro.
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A situação ambiental ainda preocupa por causa da qualidade do ar. Na manhã deste sábado (31), o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) apontou índices entre moderados e ruins em nove municípios: Manaus, Iranduba, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Silves, Itapiranga, Urucará, Barreirinha e Parintins.
Em Iranduba e Parintins, os indicadores chegaram às classificações ruim e muito ruim. A presença de fumaça e partículas poluentes na atmosfera pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar problemas de saúde, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
A redução dos registros ocorre paralelamente ao reforço das ações de fiscalização ambiental no Amazonas. Entre os dias 9 e 28 de outubro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 8,5 milhões em multas e determinou o embargo de 916,03 hectares durante a 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6.
As fiscalizações foram realizadas nos municípios de Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Beruri, Manaquiri e Autazes. Durante as operações, as equipes identificaram desmatamento sem autorização, queimadas ilegais, danos à vegetação nativa e descumprimento de embargos ambientais.
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As ações seguem as determinações do Decreto Estadual nº 55.339, publicado em 9 de setembro de 2026, que estabeleceu a proibição do uso do fogo no Amazonas pelo período de 120 dias. Mesmo com a queda registrada em outubro, os dados mostram que o estado ainda enfrenta desafios para controlar as queimadas e reduzir os impactos da fumaça sobre a população.